No último dia 19, na sede das entidades estudantis, em São Paulo, a diretoria executiva da União Nacional dos Estudantes (UNE) se reuniu para discutir os rumos do movimento e aprovar uma carta sobre o relatório do Plano Nacional de Educação (PNE).
Essa foi a primeira reunião da gestão em 2012 e contou com considerações sobre a conjuntura do cenário nacional e internacional, como a crise financeira na Europa e em outros países centrais, a luta contra o aumento das passagens em todo Brasil e o caso da violência que envolve a região de Pinheirinho, em São José dos Campos. O encontro também foi importante para estabelecer metas precisas em relação ao calendário de atuação do movimento estudantil ao longo do ano.
“Essa reunião é essencial pois prepara o movimento para lutas e agendas decisivas, como a Jornada Nacional de Lutas da entidade, a Caranava UNE Brasil+10, o encontro Rio+20, a 8ª Bienal e o 14º Conselho Nacional de Entidades de Base [Coneb]. O encontro teve como marca a grande unidade entre a diretoria, que mostrou disposição em construir mobilizações ainda maiores do que as de 2011”, avaliou o presidente da UNE, Daniel Iliescu.
Foi aprovada ainda uma convocação da primeira reunião do ano da diretoria plena, marcada para os dias 7 e 8 de fevereiro, também em São Paulo.
CARTA SOBRE PNE É APROVADA POR CONSENSO PELOS DIRETORES
Os estudantes apresentaram uma análise sobre o texto do Plano Nacional de Educação (PNE), do relator deputado Ângelo Vanhoni, por meio da carta aprovada por consenso por todos os diretores da executiva. A principal ressalva é sobre o parecer do deputado, que sugere que o investimento público em educação fique em pelo menos 8% do Produto Interno Bruto (PIB) em dez anos.
A opinião da UNE e de outras entidades do movimento estudantil, que junto à maioria absoluta das entidades do movimento social, professores e a sociedade em geral, continua pela grande campanha por, no mínimo, 10% do PIB brasileiro investido diretamente na melhoria das escolas, remuneração de professores, infraestrutura, metodologia, erradicação do analfabetismo, pesquisa e desenvolvimento do ensino público no país.
Outro ponto enaltecido pelos dirigentes da UNE diz respeito a indignação perante o pagamento da dívida pública. Atualmente, o país gasta 45% do seu orçamento com pagamento de juros e amortizações da dívida, 3,1% do PIB com superávit primário, enquanto investe 4,9% em educação.
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Patricia Blumberg