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Imprensa

UNE e UBES repudiam selvageria da PM do Paraná

Entidades estudantis declaram apoio à greve e repúdio à brutalidade da pm

A selvageria da pm do Paraná contra os professores chocou o Brasil que assistiu a cenas de tensão, violência e agressões na última “quarta do horror”, dia 29 de abril. O aparato do Choque -força especial da polícia- contou com helicóptero, bombas, balas de borracha, além de cachorros pitbulls. Policiais de todo o Estado foram deslocados para a capital. Uma verdadeira operação de guerra.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) repudiam os ataques aos professores e prestam solidariedade aos quase 200 feridos, muitos deles com marcas de balas de borracha no rosto, o que demostra o total despreparo e desrespeito da polícia militar. Não pode passar impune tamanha brutalidade.

A fúria da pm do governador Beto Richa  (PSDB) que deu origem à pancadaria começou porque os professores que se manifestavam pacificamente desde o dia 27 de abril em frente  a Assembleia Legislativa contra mudanças na Paranáprevidência queriam acompanhar a votação. O rolo compressor do governador impediu a entrada dos manifestantes e o projeto foi aprovado. Agora, uma manobra fará com que o governo estadual deixe de pagar sozinho as aposentadorias e repassa parte da conta para os próprios servidores, já que o fundo é composto por recursos do Executivo e do funcionalismo.

A última greve dos professores do Paraná durou 29 dias entre fevereiro e março, teve adesão de professores e técnicos das universidades estaduais e ficou na história do Estado com a ocupação inédita da ALEP por professores e estudantes. A pressão funcionou momentaneamente e o governo desistiu do “tratoraço” para aprovar o PL 252/2015, conhecido como pacote das maldades, que agora volta à cena em novo formato.

A UNE e a UBES vão acompanhar o desenrolar da greve dos professores do Paraná e cobrar a apuração dos responsáveis pelas agressões. As entidades estudantis reiteram a solidariedade aos manifestantes feridos. Essa luta nos une ainda mais. É como diz um grito do movimento estudantil: “Professor é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo!”

30 de abril de 2015 

União Nacional dos Estudantes – UNE
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES

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