Na última sexta-feira (29), cerca de 200 estudantes, professores e servidores da Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) bloquearam um quarteirão de uma das maiores avenidas de Curitiba (Paraná), a Desembargador Westphalen. O ato foi uma forma pacífica de protesto para reivindicar a suspensão do calendário letivo dos estudantes na universidade, que declararam greve estudantil e apoio à greve dos docentes desde o dia 18 de maio.
No mesmo dia, o Conselho Universitário (Couni) da UTFPR realizou uma reunião, e a interdição da rua só foi finalizada quando a decisão de suspender o calendário letivo foi anunciada pelo conselho. Em avisos via redes sociais, o DCE da universidade estava atualizado com informações da conquista, que tem sua importância no reconhecimento e legitimidade do direito do estudante à greve e a luta por melhorias na universidade.
“Agora o nosso objetivo é que a greve termine o quanto antes, já garantimos o nosso direito de reposição e foi a unidade popular quenos deu essa vitória”, diz texto assinado pelo DCE da universidade.
No vídeo, registro da assembleia estudantil organizada pelo DCE, C.A’s e Grêmio Estudantil da UTFPR do Campus Ponta Grossa que deflagrou a greve estudantil na universidade:
4ª feira (04): Mobilização geral no Paraná
Atualmente, 90% dos professores da UTFPR estão em greve, segundo o sindicato, a revindicação dos trabalhadores na educação, se encontra com as pautas dos estudantes, que lutam por uma universidade com mais qualidade e com mais valorização da educação. Nacionalmente, a mobilização da greve atinge 54 das 59 instituições federais. No Paraná, a UNILA, UTFPR, UFPR e o IFPR aderiram à causa.
A União Paranaense dos Estudantes, (UPE) está unida ao comando local de greve da UTFPR e às demais lideranças estudantis das universidades na luta por reais melhorias para os estudantes, e está organizando um dia de muitas mobilizações em todo o estado do Paraná, na próxima quarta-feira(04/06).
“Sairemos às ruas em todo o estado para lutar por nossos direitos, todos os estudantes estão sendo convocados e a expectativa é de que por todo o Paraná, os estudantes levantem suas vozes, sejam em atos na rua, assembleias ou reuniões para debater a greve e pressionar por melhorias urgentes”, explicou o presidente da UPE, Rafael Bogoni.
Ministro assume compromisso com federais no prazo de 15 dias
Na última terça-feira (26/06), após a grande #marchadosestudantes que levou mais de 3 mil às ruas de Brasília em defesa da educação e da universidade brasileira, o ministro Aloizio Mercadante recebeu uma delegação de70 estudantes para debater os problemas e as melhorias necessárias nas instituições de ensino.
O ponto mais importante do encontro foi a entrega de um relatório extenso e completo de reivindicações dos alunos de cada uma das instituições. A maioria diz respeito à ampliação da assistência estudantil, mais restaurantesuniversitários, creches, moradias, bolsas, além de melhorias na infra-estrutura, finalização de obras em prédios, laboratórios e bibliotecas. Oministro se comprometeu a analisar o relatório, repassá-lo aos reitores, criar uma comissão de acompanhamento e apresentar uma resposta aos estudantes dentrode 15 dias.
No documento, as universidades federais paranaenses reivindicaram melhorias na infra-estrutura dos campus e finalização das obras atrasadas; aumento e reajuste das bolsas acadêmicas e de permanência; ampliação dos restaurantes universitários e redução do valor da alimentação; contratação de novos professores e servidores; transporte gratuito e eficiente para os estudantes; mais transparência nas contas da universidade; ampliação do orçamento da universidade; construção de moradia estudantil própria; criação de um posto médico;
Leia aqui o documento entregue ao ministro
Da Redação