Há quase 50 anos, os jovens brasileiros sabiam que o mais importante de tudo era a liberdade. De opinião, de ir e vir, de pensar, amar, gritar, discordar. Tentaram ceifar esse sonho, impedir que a seiva da rebeldia circulasse para alimentar a vontade de mudar. Era a ditadura militar, que prendeu, torturou e assassinou. Herois tombaram. Mas seus ideais semearam sorrisos e lutas. Floresceram no peito e na garganta de uma geração que hoje sabe muito bem da sua responsabilidade na condução de um Brasil diferente.

Os jovens sabem também que tem que se unir. Por isso, juntos, formaram um dos mais importantes movimentos dos últimos tempos em defesa de mais direitos e investimentos para a educação. E deram início ao que foi chamado de Jornada Nacional de Lutas da Juventude Brasileira.

Estudantes, jovens da cidade e do campo, trabalhadores, feministas, juventudes partidárias e ecumênicas, coletivos LGBT, de cultura, meio ambiente e das periferias estiveram na linha de frente de grandes marchas que tomaram as ruas das principais cidades do país durante os meses de março de abril de 2013.

Entre os grandes consensos dos movimentos de juventude esteve a luta pelos 10% do PIB brasileiro para a educação pública, com a reivindicação dos 50% do Fundo Social do Pré-Sal e 100% dos royalties do petróleo também para o setor educacional. Outra pauta urgente e unificada foi o combate à violência e extermínio da população jovem e negra no Brasil, principalmente nas periferias das grandes cidades. Exigiram também trabalho decente, reforma política e agrária e uma bandeira pontual: a democratização da comunicação de massas. Afinal, o que eles falam na TV sobre o jovem não é sério.

Assista ao vídeo da Jornada de Lutas da Juventude Brasileira:


Rafael Minoro