Nesta terça-feira (15/10), os estudantes paulistas vão se reunir em uma grande manifestação que vai sair às 17h do Largo da Batata, na zona Oeste da capital, rumo ao Palácio dos Bandeirantes.
“O ato é a favor da democracia nas universidades estaduais do Estado e em defesa da educação pública. Por isso, também vai lembrar da luta dos professores no Rio de Janeiro”, destacou a presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), Carina Vitral.
Desde 01/10, os estudantes da USP estão em greve e ocupando a reitoria da universidade. Eles reivindicam o fim da lista tríplice, junto com eleições diretas e paritárias para reitor. A composição da lista tríplice para a escolha do reitor e do vice-reitor da principal universidade do Brasil será realizada no dia 19 de dezembro.
Mais de 30 cursos estão completamente paralisados, além de muitos outros apoiando, enquanto assembleias acontecem para discutir a adesão.
Estudantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também estiveram presente na última manifestação na capital para protestar contra o autoritarismo das reitorias. Em Campinas, a pressão funcionou. “Tivemos uma vitória importante na Unicamp, o movimento estudantil conseguiu que a reitoria não assinasse o convênio com a Polícia Militar para sua entrada irrestrita no campus”, ressaltou Carina.
Nesta terça, caravanas do interior do Estado, alunos de outras universidades, também vão apoiar a causa dos estudantes da USP, além de reivindicar suas pautas. “Os estudantes da FATEC, por exemplo, lutam por mais investimento, já que é a instituição estadual que menos recebe recursos”, explicou a presidenta da UEE-SP.
O ato vai terminar em frente ao Palácio dos Bandeirantes e os estudantes da USP querem ser recebidos pelo governador do Estado. Foi aprovado em Conselho de Centros Acadêmicos, também na comissão de comunicação da reitoria ocupada, e redigido pelo Diretório Central dos Estudantes da USP, uma carta aberta a Geraldo Alckmin, solicitando que o movimento seja recebido na terça-feira.
A principal exigência dos alunos da USP é a abertura imediata de negociações. Até mesmo a Justiça reconheceu a legitimidade das manifestações estudantis negando o pedido de reintegração de posse da reitoria. O DCE Livre da USP destacou como positiva a medida tomada pelo judiciário e reinterou a insistência dos estudantes pelo diálogo.
“Não admitiremos que seja utilizado, novamente, aparato policial nas dependências da USP – o que em nada contribui para a resolução do conflito. Solicitamos que se abra uma mesa de negociação, a ser agendada para o dia 15 de outubro, no palácio dos bandeirantes, para que as vozes da comunidade acadêmica sejam ouvidas”, destacou nota do DCE.
“A gente espera que seja uma grande mobilização da educação, com muitos estudantes em diálogo com professores, secundaristas, estudantes de universidades privadas. Já vimos que é com mobilização que a gente pode ter conquistas e que este governo tucano deve ser enfrentado nas ruas”, disse o coordenador do DCE livre da USP e diretor da UNE, Thiago Aguiar.
Com informações do DCE Livre da USP