As cidades modernas com altos índices de qualidade de vida projetam suas redes de infraestrutura para abrigar as diferentes formas de deslocamento humano (a pé, de bicicleta, transporte coletivo sobre pneus e sobre trilhos e transporte individual) com segurança, qualidade e conforto. Essas cidades possuem redes cicloviárias eficientes, que permitem que a bicicleta seja uma opção de deslocamento para todas as pessoas, independentemente classe social.
Na Semana da Mobilidade Urbana (de 16 a 22 de setembro) (http://diamundialsemcarro.org.br/) , nada melhor que refletir sobre o que tem sido feito em nossa cidade. Ou melhor, pensar o que tem sido feito por nós, estudantes.
O empréstimo de bicicletas tem começado a se disseminar nas universidades brasileiras e os projetos na maioria das vezes são iniciados pelos próprios universitários. Na UNICAMP, a 93 km de SP, nove estudantes desenvolveram um sistema de engate, com um controle automático de identificação dos usuários por meio do reconhecimento do chip no cartão universitário.
Em fase de Chamado MOBIC (Mobilidade Intracampus) (http://www.sae.unicamp.br/mobic)oferece , o sistema oferece hoje para a população estudantil 10 bicicletas nesta fase de testes. O número é pequeno, porém o projeto pretende amplia para 150 o número de bicicletas em 2013.
Servindo como exemplo de mobilidade e sustentabilidade para diversas outras universidades, a Universidade de São Paulo (USP) possui o PedalUSP (http://pedalusp.uspnet.usp.br/) , um sistema automatizado de compartilhamento de bicicletas.
Em fase de expansão, a iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de dois estudantes de Engenharia Mecatrônica da USP Maurício Villar e Maurício Matsumoto que após um intercâmbio em Lyon e Marselha, na França, decidiram exportar a ideia de empréstimos automáticos de bikes e melhorar o transporte dos alunos e funcionários pelos 60 km de ruas da Cidade Universitária.
Com as obras de ampliação do sistema de empréstimo na USP vai ganhar cerca de 250 bicicletas e outras 24 estações que farão a conexão entre o Centro de Visitantes da USP à Estação Butantã do Metrô, facilitando assim a vida de quem utiliza o transporte público e aumentando a cobertura do campus.
Mobilidade urbana: um assunto de todos
Levantando a discussão sobre o desenvolvimento urbano das cidades, a União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) convidou o arquiteto e urbanista, Ricardo Correa para participar da etapa de São Carlos do Circuito UniverCidade, em maio deste ano. (http://www.circuitoueesp.wordpress.com)
Ao longo de sua carreira, Ricardo vem realizando pesquisas na busca de diminuir os impactos do crescimento improvisado, através da tentativa de construir um planejamento urbano cicloviário integrado ao transporte coletivo.
“Pensar a cidade cicloviária, é realizar um processo que chamamos de humanização das cidades. Andar de bicicleta vai além de circular, possibilitando uma real melhoria em vários sentidos, financeiro, social, ecológico e bem estar, promovendo impactos tanto na vida individual quanto na vida da sociedade”, descreve.
Popularizando a ideia de mobilidade com um ambiente cicloviável, o urbanista e sua equipe escreveram o livro “A Bicicleta e as Cidades: Como inserir a bicicleta na política de mobilidade urbana”, disponível para download gratuito aqui.
Assista ao vídeo da etapa do Circuito UniverCidade sobre mobilidade urbana:
Thatiane Ferrari (UEE-SP)
Foto: Leo Souza