Um ato político está marcado para acontecer às 9h desse sábado (29/11) na Rua Pres. Carlos Cavalcanti, 1157, no bairro do São Francisco, em Curitiba. O motivo é justo e simbólico: a União Paranaense dos Estudantes (UPE) está de volta para a sua casa, o Casarão, que já foi palco de lutas históricas e hoje é chamado de Palácio dos Estudantes.

O Casarão se tornou patrimônio da UPE em 1958. Em 1964, o prédio foi tomado pela Ditadura Militar e só voltou a ser dos estudantes em 1983, pouco antes da redemocratização do Brasil, por meio de um comodato junto à Prefeitura.

O local marcou gerações e registrou uma série de acontecimentos que apontam grandes contribuições da UPE à sociedade paranaense. Neste espaço já teve um pouco de tudo: Restaurante Universitário, gráfica clandestina, grandes manifestações artísticas e culturais. Foi ainda ponto da boemia e da intelectualidade curitibana com o famoso Bar do Cardoso.

O ato de reinauguração vai contar com a participação da Prefeitura Municipal de Curitiba e do presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli

UMA CASA PARA CHAMAR DE NOSSA

A UPE está de volta para a sua antiga sede graças a um decreto da Prefeitura Municipal de Curitiba, realizado no dia 13 de março de 2013. A ação determinou que o Palácio dos Estudantes poderia ser compartilhado entre a UPE e a Fundação Cultural de Curitiba. A entidade tinha muitas dificuldades em se manter, sozinha, no Casarão. O local está inteiro reformado e pronto para ser usufruído pelos estudantes paranaenses.

A presidente da UPE, Elys Zioli, afirma que a nova casa será uma referência para os estudantes e a parceria contribuirá para o engrandecimento da cultura na região. “Encontramos aqui uma parceria forte, sólida e ligada a um dos principais anseios da juventude e dos estudantes – a cultura. Poderemos focar atividades culturais para nossos estudantes. Outra novidade é que a Secretaria Municipal de Esporte Lazer e Juventude, que também se conecta ao dia-a-dia do estudante e da juventude curitibana e paranaense, fará parte desse novo momento.”

Zioli disse ainda que ainda há muito a ser feito na sede para que ela possa se tornar um pólo de políticas públicas e atividades artísticas: “Temos trabalhado para tornar esse espaço um local onde todos sintam-se à vontade. Aqui é onde os pontos em comum da juventude se encontram e se disseminam, onde o jovem leva pra sua escola, universidade ou bairro aquilo que vem sendo pensado por jovens de todos os cantos do nosso Estado.”

Da Redação