Universidades têm funções semelhantes na maioria dos países. O que difere é a relevância de seu papel dentro da sociedade. No Brasil, o ensino superior têm sido defendido por muitos como um dos pilares de sustentação do desenvolvimento econômico, social e político.

Nesse sentido, a universidade pode ser entendida pelo seu compromisso com a solução dos principais problemas e desafios da nação. O caminho está no tripé ensino-pesquisa-extensão, por rigorosos critérios de qualidade, pela auto-avaliação e pela diversidade de opiniões.

A UNE reforça a defesa da universidade como instrumento de desenvolvimento no 14º CONEB. Uma mesa específica debaterá o assunto no próximo domingo, 20 de janeiro, a partir das 14h. Os convidados serão o economista Luiz Gonzaga Belluzzo; o diretor do Museu da Amazônia, Ênnio Candotti; o ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochman; e o coordenador da secretaria do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e Inovação, Olival Freire.

UNIVERSIDADE E DESENVOLVIMENTO

Os investimentos na área da educação, atualmente, não permitem ainda que as universidades tenham toda sua potencialidade direcionada para o desenvolvimento nacional. Prova disso foi o recente corte de quase 5 bilhões no orçamento da educação nos últimos dois anos, que jogam contra o projeto de universidade que a UNE defende.

“Ser a sexta ou a primeira economia do mundo nunca foi o mais importante se o país é tão carente em outros aspectos. Na verdade, devemos até nos envergonhar de estar entre as dez maiores economias e ter índices tão negativos na qualidade da educação pública, na desigualdade social e na inclusão da juventude”, pontuou Daniel Iliescu, presidente da UNE.

50 % DO FUNDO SOCIAL DO PRÉ-SAL PARA EDUCAÇÃO

Sem um financiamento robusto, o desafio de qualificar a educação fica cada vez mais distante. Por isso, a UNE, em conjunto com outras entidades que compõem o movimento estudantil, como a UBES e a ANPG, lançou em outubro de 2009 a campanha pelos 50% do fundo social do Pré-sal para educação. A proposta relaciona-se diretamente com a soberania e o desenvolvimento do país e foi aprovada pelo Senado no último dezembro.

10% DO PIB PARA EDUCAÇÃO

 A principal pauta do movimento estudantil brasileiro atualmente é a destinação de 10% do PIB para educação, incluindo aí o desenvolvimento das universidades. Esta é uma das emendas que a UNE fez ao Plano Nacional de Educação, atualmente em tramitação no Senado. O PNE traça as metas para a educação brasileira nos próximos 10 anos e, por isso, seu conteúdo terá impacto sobre todas gerações de estudantes.

“Somente com mais investimentos em educação é que vamos viver o novo Brasil que queremos, sem miséria e livre do analfabetismo. Não há como debater desenvolvimento nacional sem contemplar os 10% como uma realidade.”, explicou Iliescu.

Patricia Blumberg