A UNE, em parceria com outros movimentos de juventude do país, prepara uma intensa Jornada de Lutas para o próximo mês de março. A principal característica dessa mobilização será a unidade entre as reivindicações e abordagens diversas para o tema da juventude: do movimento cultural ao direito à terra, do combate à violência à defesa dos 10% do PIB para a educação. 

Os desafios para toda essa mobilização foram o tema da mesa “A juventude na luta por um novo Brasil”, que abriu as atividades do primeiro dia de discussão do 14º CONEB da UNE, na  Universidade Federal de Pernambuco. A necessidade de unidade foi lembrada por representantes de todos os movimentos.

 O coordenador da juventude do Movimento dos Trabalhadores Sem terra (MST) Raul Amorim enfatizou o momento de contradições que com o qual as juventudes se deparam atualmente. “Hoje o Brasil se depara com medidas antagônicas para garantir os avanços na qualidade de vida da população. mesmo se mantendo submissos à política externa. O país ainda não garante um projeto de nação, porém possibilita espaço para a consolidação das nossas lutas históricas”, colocou.

Léa Marques, da juventude da Central Única dos Trabalhadores (CUT), destacou a necessidade de fortalecimento do estado radicalmente democrático. “Isso só acontece se tivermos metas e planejamento. A inclusão de 30 milhões de pessoas em uma nova classe de consumo é importante, mas é preciso ampliar a educação de base para conseguirmos estruturar o desenvolvimento sustentável. Somente a mobilização é capaz de elevar a consciência crítica da população”, pontuou. 

Paulo Vinícius, secretário de Juventude da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), lembrou os sacrifícios necessários para a construção de um sonho coletivo. “Lembremos que atrás do caminho aberto pela juventude das universidades está toda uma população que precisa dos resultados da luta pela igualdade entre as classes”, disse.     

Exemplos de mobilização da juventude

A experiência da economia solidária e da cultura enquanto elementos de mobilização foi apresentada pelo movimento Fora do Eixo, representado por Felipe Altenfelder. Ele apresentou o projeto de moedas alternativas e força de trabalho para a construção de bens culturais. “A atuação transversal na conexão de pautas garante uma gestão calcada na coletividade”, defendeu.

A estudante Nathalie Drumond defendeu o movimento que chamou de “Primavera Carioca”, durante o ano de 2012 na capital fluminense, trazendo a discussão sobre a cidade, o processo eleitoral e temas como a garantia de ampliação de vagas nas universidades públicas. “A ação se fortalece quando combinamos a luta nas urnas com a luta nas ruas. Precisamos lembrar das lutas do passado para não justificar os erros cometidos no presente. 2013 deve ser um ano de marco para o movimento estudantil”, finalizou.

Da Redação