A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Estadual dos Estudantes de São Paulo realizaram nesta terça-feira (7), uma reunião com representantes da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (FEPESP) para discutir a qualidade do ensino superior oferecido hoje pelas instituições privadas.

Estiveram presentes no encontro o presidente da UEE-SP, Alexandre ‘Cherno’ Silva; a diretora da UNE, Luiza Lafetá; a presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Privado /Guarulhos, Andréa Luciana Harada Sousa; o presidente do Sindicato dos Professores do ABC, José Jorge Maggio; a diretora da FEPESP, Conceição Fornasari e o representante do Sindicato dos Professores do Ensino Privado/Sorocaba, Renan Santos.

Refletindo sobre as condições de trabalho, o monopólio educacional e o tratamento inferior destinado aos mestres e doutores de algumas universidades, em especial ao Grupo Anhanguera, os professores pontuaram a necessidade de unir forças com os estudantes na luta por menores salas, ensino de qualidade e corpo docente competente.

A Anhanguera Educacional adquiriu no ano passado toda a estrutura de 13 campus da Universidade Bandeirantes (Uniban). Durante a transição cerca de 1.500 professores de três unidades na capital paulista, interior e ABC foram demitidos, destes 80% são mestres e doutores, com maiores salários.

Contra a demissão em massa de milhares de professores do Grupo, a UNE e a UEE-SP lançaram em janeiro deste ano, uma nota repudiando a ação. “Queremos realizar uma blitz em frente as unidades da Anhanguera e paralisar as aulas, exigindo uma mudança educacional”, afirma Luiza Lafetá.

Para Alexandre ‘Cherno’ Silva é preciso unir esforços e transferir também para a sociedade a responsabilidade de cobrar das universidades a regulamentação do ensino particular. “A partir disso vamos consegui debater a necessidade de aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) e a destinação de mais recursos para a área educacional com 10% do PIB e 50% do fundo social do Pré-sal para a educação”, acredita. 

Na reunião, uma manifestação descentralizada em algumas unidades do Grupo Anhanguera foi proposta para o dia 28 de fevereiro. 

Thatiane Ferrari