Na última sexta-feira (27/3) alguns manifestantes na audiência pública da Câmara Itinerante em São Paulo, protestavam contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, presente no local e foram retirados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo de forma truculenta. A UNE considera inadmissível essa postura e defende a livre manifestação. Leia a nota na íntegra:
NOTA DE REPÚDIO DA UNE ÀS AGRESSÕES NA ALESP
Uma das principais bandeiras da luta contra a Ditadura Militar e pela redemocratização do Brasil foi a necessidade de se assegurar a liberdade de expressão. Infelizmente vimos nesta sexta-feira (27/3) mais uma mancha no direito de livre manifestação em nosso país.
Durante a audiência pública da Câmara Itinerante em São Paulo, que contava com a presença de Eduardo Cunha, diversos manifestantes começaram a expressar seu descontentamento com a postura que Cunha tem tido à frente da Câmara dos Deputados: colocando para tramitar o Estatuto da Família, o Dia do Orgulho Hetero, a defesa do financiamento privado de campanha e a lamentável declaração de que só se votaria o aborto no Congresso Nacional por cima do cadáver dele.
Os manifestantes falavam palavras de ordem “Fascistas, machistas, não passarão!”, e gritos chamando Eduardo Cunha de homofóbico e machista e realizaram também um beijaço LGBT no plenário Juscelino Kubitschek da ALESP. Durante a manifestação o presidente da casa, Fernando Capez, mandou que a PM-SP evacua-se a galeria do plenário. O que foi feito de forma truculenta por parte dos policiais que empurraram, arrastaram e jogaram manifestantes no chão.
A garantia de livre manifestação é uma das bases mais importantes da nossa democracia e o cerceamento demandado por parte do deputado Fernando Capez é inadmissível em qualquer espaço, ainda mais durante uma audiência pública que se pretendia discutir Reforma Política e de democracia. A atitude de Capez e da PM-SP é inaceitável, assim como as declarações de Eduardo Cunha sobre o acontecido!
Não aceitaremos que resquícios da Ditadura Militar retornem a prática das nossas casas legislativas!
União Nacional dos Estudantes
Março de 2015.