A tradicional jornada nacional de lutas unificada das centrais sindicais começa amanhã, quarta-feira (3), com uma mobilização marcada para as 10h em frente ao estádio do Pacaembu. O encontro reunirá a Força Sindical, CTB, CGTB, UGT e a Nova Central, juntamente com os movimentos sociais, entre os quais MST e as entidades estudantis UNE, UBES e ANPG. “Devemos nos mobilizar e lutar para que nossas reivindicações sejam atendidas”, afirmou o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva. O ato começará na Praça Charles Miller e a marcha seguirá até a Assembléia Legislativa, passando pela Avenida Paulista.
Na ocasião, será apresentada a “Agenda Unitária da Classe Trabalhadora”, um conjunto de reivindicações democráticas e populares e a manifestação tem o objetivo de lutar pela aprovação dessa pauta trabalhista no Congresso Nacional.
O presidente da CTB, Wagner Gomes, acredita na unidade do movimento sindical e social, e pretende com a mobilização defender, também, as bandeiras do movimento estudantil, como a garantia de 10% do PIB e 50% do Fundo Social do Pré-sal para educação.
Entre as reivindicações estão: mudanças na política econômica; redução da jornada de trabalho sem redução do salário; término do Fator Previdenciário; regulamentação da terceirização; ratificação da Convenção 158 da OIT; ratificação da Convenção 189 da OIT; regulamentação da Convenção 151 da OIT; realização das reformas agrária e urbana; garantia do 10% do PIB e 50% do Fundo Social do Pré-sal para educação; combate a todas as formas de discriminação e violência, salário igual para trabalho igual; luta pela soberania nacional e autodeterminação dos povos.
A pauta da jornada de lutas engloba, além de educação, manifestações unitárias pela sociedade brasileira, como o fim do analfabetismo, redução das jornadas de trabalho, reforma agrária e urbana, uma melhor política econômica com menos juros e mais investimentos. “A UNE luta por um projeto de desenvolvimento democrático e soberano, ambientalmente sustentável, socialmente includente, para melhorar o Brasil e ter um país mais justo e desenvolvido”, afirma o presidente da entidade, Daniel Iliescu.