Neste último domingo (02/02) faleceu Eduardo Coutinho, um dos nomes importantes do cinema mundial. A União Nacional dos Estudantes lamenta a perda com tristeza. Não há ninguém no Brasil que possa ocupar o lugar do Coutinho. Fica o vazio. Ele era um mestre, revolucionário e grande ativista, com extrema sensibilidade aos problemas sociais.
Integrante do Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE nos anos 1960, quando participou das fimagens do clássico “5xFavela”, Coutinho iniciou a carreira com as filmagens do filme de ficção “Cabra Marcado Para Morrer”, sobre as Ligas Camponesas, interrompido pelo Golpe Militar de 64. Retomado em 1981, Coutinho encontrou os personagens e documentou a história da família de camponeses que, como o filme, foi dispersada no período ditatorial. “Cabra Marcado Para Morrer”, o documentário, é um dos principais filmes da história do cinema brasileiro. Engajado, abriu caminho para uma série de outros projetos relevantes.
Coutinho também passou alguns anos trabalhando com documentários em vídeo para o Centro de Criação da Imagem Popular, com temas ligados a cidadania e educação. Edifício Master é um grande exemplo. A identidade dos moradores, suas particularidades, suas condições e formas de vida são retratada no edifício através de sua estrutura física, com misteriosos corredores.
Seu legado como um dos maiores documentaristas do país, para o cinema brasileiro e para a história do nosso país, é indescritível. “A UNE manifesta solidariedade e carinho pelos familiares e amigos de Coutinho. O Brasil perdeu nesse domingo seu maior documentarista”, pontuou Virgínia Barros, presidenta da UNE.
ASSISTA AO DOCUMENTÁRIO CABRA MARCADO PARA MORRER:
Da Redação