A Tropa de Choque da Polícia Militar do Estado de São Paulo atacou mais uma vez. Agora, as vitimas foram os estudantes que ocupavam pacificamente o prédio da Universidade Estadual Paulista (Unesp) no último dia 16/7. Em nota, o DCE da Unesp havia afirmado os princípios e propósitos da ocupação: “A nossa luta defende a valorização da educação pública a fim de construir uma universidade democrática, a serviço do povo e com condições de acesso e permanência para as classes trabalhadoras que historicamente são excluídas deste espaço” (leia aqui a íntegra)

Os estudantes foram levados ao 2º Distrito Policial, na região do Bom Retiro, em São Paulo. Eles brutalmente intimidados e obrigados a deixar a Unesp na madrugada do dia 17 após ação truculenta de policiais militares da Tropa de Choque. Alunos e professores de 10 das 34 unidades da Unesp fazem greve há meses para cobrar melhorias na estrutura e reajuste salarial.

A UNE e a UEE-SP repudiam mais uma ação violenta e despreparada da PM.

NOTA OFICIAL DA UNE E DA UEE-SP EM REPÚDIO À VIOLÊNCIA POLICIAL NA UNESP

A União Nacional dos Estudantes e a União Estadual dos Estudantes de São Paulo repudiam, de forma veemente, o uso abusivo da força policial contra jovens que ocupavam a reitoria da Universidade Estadual Paulista (UNESP) até a madrugada da última quarta-feira (17). A truculência da Polícia Militar de São Paulo na repressão a um protesto legítimo e democrático do movimento estudantil, além de trazer as piores lembranças do período ditatorial brasileiro e da perseguição às liberdades individuais, vai em direção absolutamente contrária ao sentimento de mobilização da juventude do país nos últimos meses e à sua vontade de transformar a realidade.

Não há como admitir, em meio ao atual momento de afirmação da cidadania no Brasil e de valorização das lutas populares, que a Polícia Militar de São Paulo recorra mais uma vez à violência frente a uma manifestação pacífica, violando o espaço da universidade e ferindo o princípio de autonomia da instituição. Não há como admitir a postura agressiva do Batalhão de Choque, a arbitrária detenção de 119 estudantes e as falsas acusações lançadas ao movimento pela força policial. A UNE é solidária à luta organizada de alunos e professores da UNESP por melhorias no campus e pela democratização da universidade.

Apesar da opressão e da brutalidade daqueles incomodados com o crescimento do protagonismo da juventude brasileira, a UNE entende que tais eventos não arrefecerão a vontade dos estudantes do país em transformar a sua realidade dentro e fora do espaço universitário.

União Nacional dos Estudantes – UNE
União Estadual dos Estudantes de São Paulo – UEE-SP
18 de julho de 2013