A União Nacional dos Estudantes e União Estadual de Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG), estão preocupadas com a presença da Polícia Militar e do Exército Brasileiro, de maneira ostensiva, dentro do campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em Belo Horizonte, nos últimos dias.
Para a presidenta da UNE a súbita apropriação do território universitário pelas forças policiais, indesejável em si e temerária por ferir o princípio da autonomia universitária e afrontar a liberdade da produção de conhecimento, torna-se ainda mais grave frente ao acirramento dos episódios violentos envolvendo as recentes manifestações na capital mineira.
“A militarização do campus, traz à UNE as piores recordações da ditadura da segunda metade do século XX, tem acontecido de maneira vertical, opaca, sem diálogo com a comunidade universitária”, destacou.
O presidente da UEE-MG, Paulo Sérgio Tuca, esteve presente hoje (24/06) em reunião do Conselho Universitário junto com o DCE da UFMG. Ele explicou que o Conselho Universitário votou contra a presença da PM e da Força Nacional no Campus pedindo a imediata retirada. Segundo ele a UNE e a UEE defendem a integridade desse espaço como principal garantia da sua segurança, exigindo a retirada das forças policiais e o respeito à natureza da instituição. “A UEE esteve com os estudantes durante todos os atos que aconteceram nos últimos dias e durante todo o dia de hoje (24/6) defendendo sempre que somos contra a presença sem necessidade da PM e da Força Nacional no Campus, pois estes simplesmente têm o papel de reprimir os estudantes e as formas de organização dentro da universidade”, afirmou.
Um novo conselho foi marcado pra amanhã às 9h30 com a finalidade de resolver finalmente a questão, uma vez que a polícia ainda não foi retirada do Campus.
Da Redação