Já é praticamente completa a adesão das universidades federais brasileiras ao movimento de paralisação. No último dia 2 de julho, no Campus Naviraí da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) estudantes, professores e funcionários juntaram-se ao movimento, inserindo a universidade do estado na rede de mobilização nacional.

Entre as pautas reivindicadas estão a contratação de mais professores, a melhoria das condições no campus, melhorias nas bibliotecas, criação do restaurante universitário e casa do estudante, além da implantação de novos cursos – o campus de Naviraí possui apenas dois, Ciências Sociais e Pedagogia.

Para o presidente do DCE de Pedagogia, Leonardo Machado, os estudantes devem entrar na greve para que a educação não seja deixada em segundo plano. ‘’As formas de assistência estudantil existentes não atendem às necessidades dos estudantes. Há pouco incentivo à pesquisa e as bolsas ofertadas têm valor muito baixo. Esse movimento surge não só para legitimar a greve dos professores, mas para exigir que nossos direitos sejam cumpridos. Não adianta expandir a universidade sem qualificá-la para isso’’, declara.

A greve nacional de estudantes, funcionários e professores teve início em maio. As principais bandeiras são a efetivação do plano de carreira dos docentes, consolidação da expansão universitária, assistência estudantil e mais democracia dentro das instituições.

Da Redação