Dando início às comemorações de 10 anos da União dos Estudantes do Amazonas (UEE-AM), a diretoria da entidade convoca o 6° Congresso – principal fórum deliberativo dos estudantes amazonenses.

Sob o tema ‘’A qualidade do Ensino Superior no Amazonas’’, o encontro reunirá estudantes de instituições públicas e particulares para debater a política educacional implantada no ensino superior do estado e também os rumos do movimento estudantil nos próximos anos.

O 6º Congresso da UEE-AM acontece no dia 10 de maio, a partir das 18h e no dia 11 de maio, a partir das 8h, no Auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas – IFAM (Antigo CEFET).

SOBRE A UEE-AM

Fundada em 19 de Outubro de 2003, a UEE-AM já foi liderada por três presidentes. Júlio Salas, Daniel Félix e Maria das Neves, atual diretora de cultura da UNE, já estiveram à frente da entidade. Atualmente, o cargo de presidente pertence à historiadora e estudante de direito da Universidade Paulista (UNIP), Beatriz Calheiro.

Bia, como é conhecida por todos, se diz amante de cinema e cultura, tendo sido coordenadora do CUCA na gestão anterior à sua eleição. Emocionada, ela falou ao site da UNE sobre as contribuições de seu mandato. Confira:

Como começou sua militância e quando foi eleita presidente da UEE-AM?

Comecei minha militância no fim do ensino médio, mas me envolvi de fato quando entrei na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) para cursar História. Não sai da minha cabeça a imagem do auditório cheio que me elegeu para presidente e que tenho certeza, lotado estará para essa despedida, tudo mexe comigo – são 10 anos da UEE, dos quais 4 eu fiz parte, primeiro como diretora de cultura e agora como presidente.

Como você enxerga a participação dos jovens amazonenses no movimento estudantil?

Eu considero fundamental envolver a juventude em tudo, tudo mesmo – a juventude é capaz de oxigenar, de acreditar e impulsionar mudanças de uma maneira avassaladora. Como vibra um jovem quando defende sua opinião, como é bonito ver a mocidade cuidando da vida, da fé, do meio ambiente, da política! A UEE tem cadeira no Conselho Estadual de Juventude do Amazonas (CEJAM), todo trabalho desenvolvido pelo Conselho sempre contou com as nossas contribuições.

Quais foram as principais bandeiras que a UEE-AM defendeu ao longo desses dois últimos anos?

Fomos eleitos em 2011, seguimos para o Congresso da UNE, participamos da 1º Reunião de Diretoria da UNE, fomos ao XVI CLAE – no Uruguai, participamos de audiências do PNE, de várias conferências: juventude, LGBT, mulheres, controle e transparência social. Fizemos blitz com o PROCON e o Ministério Público pela meia-entrada garantida.

Fizemos uma grande Jornada de Lutas em 2012 para defender a melhora na qualidade da educação, mais investimentos e financiamento para o setor e chamar a atenção da sociedade e do poder público sobre as reivindicações do movimento estudantil, como: o direito à meia-passagem – atualmente somente os estudantes de Manaus têm acesso ao benefício,e mesmo assim, são somente 60 passes por mês – a melhoria do transporte coletivo e o passe livre para cotistas.

Na oportunidade da Caravana da UNE e da UEE realizamos o II Encontro de Prounistas no Amazonas.

Tenho certeza que até aqui fizemos de tudo, fico com a certeza e o orgulho de uma gestão que se esforçou muito, mobilizou,reuniu, promoveu pré – bienal, debates e várias eleições de DCEs e CAs, mesmo em situações tão adversas, com tanta falta de recurso, fizemos uma limonada!

Sabendo que você fazia parte do CUCA anteriormente, qual a importância da Cultura na sua gestão?

A UEE sempre foi sensível às questões culturais, desde o início. Acredito que na minha gestão tentamos sempre influenciar com uma poesia aqui, uma música ali, pré – bienais na Universidade Federal e na Universidade Estadual do Amazonas, garantimos a inscrição e apresentação de diversos trabalhos nesses eventos.

Além disso, levo na lembrança o dia em que fundamos o Centro Acadêmico de Teatro da UEA. O encontro com meus colegas de palco, agora noutra expressão… Foi uma grande assembleia.

Qual a sua expectativa para este 6º Congresso?

Tenho certeza que o Congresso vai ser grande, com uma boa programação. Na abertura haverá um ato em defesa da Memória e da Verdade, mesas de debate sobre os desafios da regulamentação do ensino privado e a qualidade do ensino superior no Amazonas, grupos de debate, apresentação cultural e a eleição da nova direção.

Assim, vamos tentando construir uma universidade que permita aos jovens dirigir seus rumos, que garanta às mulheres, aos homens, negros, indígenas ou não, sua profissão.

Qual a sua maior contribuição para o movimento estudantil amazonense?

É difícil falar de si mesmo, não poderia descrever – a gente só se sente um pouco mais preparado quando está terminando a gestão, é clichê mais é verdade. O movimento estudantil muda nossa vida, não há como sair igual, poderia falar de muitas ações, mas bom mesmo é passar na universidade e ver gente atuando a partir do trabalho da gente.

Até aqui, o que fiz foi uma gota que vai ajudar a transbordar esse mar de transformações na EDUCAÇÃO que esperamos. Vou continuar viu, ainda sou estudante universitária, acima de tudo apaixonada por essa entidade, fico grata e não poderia deixar de agradecer, aos meus pais pela paciência e contribuição, minha irmã Bruna que fez todo o trabalho visual e de diagramação da UEE de toda gestão gratuitamente e minha direção, que sem eles nada teria dado certo, por todos os estudantes que ficaram ao nosso lado, que ajudaram e criticaram o que precisava melhorar, muito obrigado mesmo!

Renata Bars