Integrantes da União Acadêmica Paraense (UAP) participaram, na tarde da última quarta (29/8), em Belém, de uma audiência pública promovida pela Comissão Nacional da Verdade e Comitê Paraense da Verdade, para coletar relatos de violações de direitos humanos cometidos por agentes públicos naquela região, durante a ditadura militar.
Durante a reunião, cada entidade participante teve direito a dez minutos de fala. Em sua vez, os estudantes relembraram a trajetória de companheiros desaparecidos e cobraram a devolução da sede que foi tomada pelos militares em 1º de abril de 1964.
Além desse evento, a UAP participou na última segunda-feira, dia 27, de um seminário com os estudantes da Faculdade do Pará (FAP), com o intuito de fomentar a necessidade de reaver a memória dos tombados na luta contra o regime militar.
O seminário também contou com a presença do pesquisador do Grupo Araguaia Paulo Fonteles e do presidente do Comitê Paraense da Verdade, Memória e Justiça, Prof. Dr. Egydio Salles.
Para a presidente da UAP, Tamara Figueiredo, tais eventos são extremamente importantes para mostrar ás novas gerações o valor da memória. ‘’ Só a partir do resgate da memória é que vamos dar sentido aos nossos ideais. Um povo sem memória é um povo fadado ao fracasso, n saber da onde veio, significa não saber para onde vai. Portanto, temos de fazer valer a pena a luta desses jovens sonhadores que faleceram em busca de melhorias não só pra eles, mas para todo o povo brasileiro’’, explicou.
Renata Bars