A abertura do seminário de reforma política da 9ª Bienal da UNE deixou nítida a disposição dos estudantes brasileiros de ocupar as ruas em 2015 e buscar lutar por avanços sociais.
O espaço do debate na Fundição foi tomado por jovens em conversa na manhã desta segunda (2) sobre eleições, soberania popular e sistema proporcional.
“Estou otimista ao ver que pontos de convergência começam a se desenhar no campo da esquerda”, afirmou João Pedro Stédile, militante histórico do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).
Também integraram a mesa a representante da MMM (Marcha Mundial das Mulheres) Sônia Coelho, a diretora da CUT (Central Única dos Trabalhadores) Rosane Bertotti e o membro da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e ex-deputado constituinte Aldo Arantes.
‘SEQUESTRO’ DA PAUTA
Stédile disse que grupos conservadores “sequestraram” a pauta do país e que a representação atual do Congresso Nacional está longe de contemplar a reforma política que os movimentos desejam.
“Sem povo na rua não vai sair”, reforçou Aldo Arantes, que lembrou a mobilização em curso para recolher 1,5 milhão de assinaturas e encaminhar ao Congresso um projeto de lei de iniciativa popular sobre o tema.
Sônia Coelho destacou a necessidade de garantir a paridade de gêneros e a inclusão feminina na política. “Nosso desafio é colocar mulheres comprometidas com as nossas causas nos espaços de poder”, declarou. A militante convocou todas e todos para a grande mobilização popular do próximo dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.
Rosane Bertotti, da CUT, associou a reforma política a uma reforma da mídia tradicional brasileira, com a democratização dos meios no país. “Para fazer o debate das ideias precisamos mudar também o sistema de concessões à mídia no Brasil”, defendeu.
Da Redação