Entre os dias 5 e 12 de novembro, o município tocantinense Porto Nacional, localizado cerca de 60 km da capital Palmas, será palco da décima primeira edição dos Jogos dos Povos Indígenas (JPI). Através do lema “O importante não é ganhar e sim, celebrar”, o encontro tem como objetivo promover um resgate das culturas indígenas , reunindo mais de 1300 indígenas , de aproximadamente 35 etnias, vindas de diversas regiões do país.
A “Aldeia Olímpica Indígena” abrigará nos sete dias de competições e apresentações culturais uma grande estrutura composta por uma arena com capacidade para receber cerca de oito mil pessoas. Líderes e observadores indígenas de outros países como Argentina, Austrália, Bolívia, Canadá, Equador, EUA, Guiana Francesa, Peru e Venezuela são aguardados para o evento.
Apresentações culturais indígenas, ciclo de debates, exposição de fotos, venda de artesanato e pinturas corporais, além dos jogos nativos de integração como arco e flecha, cabo de força e arremesso de lanças, além de jogos tradicionais de demonstração como corrida de tora, lutas corporais e fazem parte da programação completa.
Nesta edição, a novidade será a divisão do evento em duas temáticas. A primeira, voltada para o Fórum Social Indígena e a Rio+20, abordará a Conferência Internacional do Meio Ambiente e discutirá a economia verde e temas com foco na sustentabilidade e na preservação das tradições indígenas. Já a segunda terá como objetivo o intercâmbio esportivo e cultural entre as etnias, além de propor um debate sobre a inclusão indígena como legado da Copa do Mundo FIFA 2014 e das Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016.
Os JPI são considerados um dos maiores encontros esportivos culturais e tradicionais de indígenas da América. Com o objetivo central de promover o esporte socioeducacional como identidade das culturas autóctones, voltado à promoção da cidadania indígena, à integração e aos valores tradicionais, os JPI devem ganhar destaque espontâneo da mídia nacional e internacional, a exemplo de anos anteriores.
Assista a primeira parte do documentário sobre os Jogos dos Povos Indígenas, parceria do Ministério da Cultura e Ministério do Esporte (2008) com a realização do Instituto Terceiro Setor:
Thatiane Ferrari