O “Março Verde e Amarelo” de Teresina, em Piauí, já está mobilizando estudantes de toda região para colorir as ruas e sacudir as bandeiras a favor da educação. A  manifestação acontece nesta próxima quarta-feira (28), com concentração a partir das 8h na Praça da Liberdade, no centro da cidade.

O ato integra a tradicional Jornada Nacional de Lutas das entidades estudantis e foi organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Piauí (IFPI), pelo Centro Colegial dos Estudantes Piauienses (CCEP) e pela União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES). Na pauta local, os estudantes exigem mudanças significativas na educação, a começar pelo fim da greve dos professores, que acontece há mais de um mês e atinge 600 mil alunos, e a posição emergencial da prefeitura e do governo em relação ao piso nacional dos professores e a falta de reajuste no salário.

Jornada Nacional de Lutas

A Jornada Nacional de Lutas pode ser considerada uma espécie de tradicional calourada da UNE, UBES e ANPG. Passa o carnaval, começam as aulas e as boas vindas das entidades ocorre anualmente no mês de março, levando alegria e luta para as ruas de todo o país, colorindo as principais cidades e universidades.

A pauta de reivindicação deste ano traz a defesa incondicional dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e 50% do fundo social do Pré-sal para a educação. Isso quer dizer que os estudantes protestam por mais dinheiro para a educação, o que consequentemente levará o país para o caminho do ensino de excelência, com mais acesso, mais bolsas, melhor salário para professores e funcionários, infraestrutura, fim do analfabetismo, mais pesquisa e extensão, além de tantas outras melhorias.

Nas ruas também é que os estudantes vão protestar pela aprovação imediata do Plano Nacional de Educação (PNE). E como é de costume, em cada estado haverá a incorporação de pautas regionais aos protestos, como a melhoria do transporte público local e a luta pela assistência estudantil nas universidades.

Por que março?

A jornada nacional de lutas ocorre anualmente no mês de março em homenagem ao estudante secundarista Edson Luís. Paraense radicado no Rio de Janeiro, Edson foi morto pela ditadura militar com um tiro no peito dia 28 de março de 1968 quando protestava no restaurante universitário Calabouço contra o aumento no preço da refeição.

Todos os anos os estudantes promovem série de intervenções em diversas regiões do país para apresentar suas reivindicações e dialogar com os setores da sociedade.

Da Redação com informações de Gardiê Silveira