A União Nacional dos Estudantes prepara-se para um período de acirramento na luta por educação de qualidade para todos. Hoje (22/08), durante a tarde, lideranças da entidade, juntamente com a UBES e ANPG, encontram-se com a presidenta Dilma Rousseff para debater, entre outras coisas, a destinação de 10% do PIB para educação, dentro do Plano Nacional para o setor (PNE).
O cenário que envolve a aprovação do PNE com meta de investimento de 10% do PIB para educação é de grande disputa. Ontem (21/08), a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou que o governo poderá admitir investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação ao longo de 10 anos caso os recursos dos royalties do petróleo sejam destinados à área.
“Se todos entenderem, se a maioria da Câmara entender que é fundamental em 10 anos a gente chegar a 10% do PIB, o que queremos é que fique bastante claro de onde vai vir o recurso e, portanto, setem como alternativa a historia dos royalties do pré-sal, ele tem que ser feito agora”, disse.
Foco de debate, o texto, em tramitação desde 2010, inicialmente propunha uma meta de investimento de 7% do PIB (atualmente são investidos 10%). “Os estudantes brasileiros não aceitarão menos de 10%do PIB para educação”, afirmou o presidente da UNE, Daniel Iliescu, reforçando o posicionamento da entidade.
No último dia 26 de junho, os estudantes alcançaram uma grande vitória, o relatório do PNE foi aprovado pela comissão especial da Câmara com meta de10% de investimento. Porém, no último dia 14 de agosto, um recurso enviado pelo governo e assinado por 80 deputados poderá atrasar e adiar a votação do plano.
Agora mais do que nunca, a UNE, juntamente com todo movimento educacional, levanta sua voz para exigir do governo investimento de 10% do PIB em educação. Reforçando essa luta, o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) divulgou nota em defesa da aprovação imediata do Plano Nacional de Educação (PNE) com a defesa de investimentomínimo de 10% do PIB para o setor e a Campanha Nacional pelo Direito à Educação lançou uma petição contra o adiamento do PNE.
Da Redação com agências