De 11 a 15 de agosto, o DCE José Silton Pinheiro, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte(UFRN) promoveu a ‘’Semana do Estudante e Constituinte’’ com uma programação intensa de debates e intervenções culturais acerca da luta dos estudantes e a necessidade da reforma do sistema político do país.
Realizado no estacionamento do restaurante universitário, o evento também recepcionou os calouros com atrações musicais e exibição de filmes.
Ao longo de toda a semana aconteceram rodas de conversa sobre a realidade das universidades brasileiras e o movimento estudantil, com temas como a permanência estudantil, racismo na universidade e a luta LGBT na UFRN. Oficinas de batucada, zine e estêncil também fizeram parte da programação.
O último dia do evento contou ainda com apresentações das bandas potiguares Rosa de Pedra e Luanda Damasceno, além de intervenções que lembraram a importância da construção do plebiscito popular por uma constituinte exclusiva e soberana do sistema político.
”Ter a ousadia de enxergar uma nova forma possível de se fazer política no país implica ter também a ousadia de descontrair os espaços de formação política para a juventude. Esses são desafios colocados pela conjuntura ao movimento estudantil. Só encarando-os, conseguiremos nos manter firmes no horizonte da construção de novas relações políticas, sociais, econômicas, de gênero e de raça, mais justas e igualitárias’’, falou o coordenador geral do Dce, Gabriel Medeiros.
A CONSTITUINTE EXCLUSIVA
“Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. É o que define o parágrafo único do artigo 1° da Constituição Federal de 1988. Ainda assim é muito claro que o Congresso Nacional, por meio de diversos mecanismos, impede a participação popular direta nas decisões políticas, mantendo um sistema onde o jogo político não beneficia o eleitor.
Para a UNE, o plebiscito popular por uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político é a chave para que milhões de brasileiros expressem sua vontade. O Plebiscito, apesar de não ter valor legal, tem uma grande representatividade da vontade da população.
A Constituinte Exclusiva dá o direito de o povo eleger representantes legais, ou seja, todos eleitos pela sociedade exclusivamente para atuar na Constituinte, que terão o poder de modificar a nossa política, desta forma Congresso e Judiciário poderiam ter suas regras alteradas pela força popular.
Da Redação