Após cerca de doze horas de negociação, a reunião entre as entidades estudantis que lideram o protesto #contraoaumento e a prefeitura de Teresina terminou com importantes avanços e conquistas para o movimento. Estudantes concordaram em cessar os atos de rua e prometeram focar o debate, a partir de agora, em outra importante pauta, as licitações das empresas de ônibus na capital.

Apesar do aumento da tarifa ter sido mantido, o movimento teve importantes reivindicações atendidas: o tempo limite para se pegar a segunda condução, atualmente de uma hora, passará a ser de uma hora em trechos de até oito quilômetros e até duas horas para percursos acima dessa distância. Pelo acordo, a partir de 1º de março a integração será plena para 33% das linhas. Já em 1º de junho, o usuário poderá pegar qualquer ônibus para o segundo trecho, pois a integração deverá ser plena. Hoje uma linha só integra com determinado grupo de outros ônibus da capital.

Mobilização popular

Cássio Borges, coordenador do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Piauí, ao término da reunião, declarou ao site da UNE que “gostaria de saudar a toda a população de nossa cidade que aguerridamente deu a demonstração clara que o povo é o poder, e que não existe poder maior do que o povo”. Borges completou informando que todos os presentes na reunião defenderam com convicção os interesses da população de Teresina.

Os representantes das entidades garantem que saíram da reunião com a convicção de que Teresina dará um salto significativo na qualidade de seu Sistema de Transportes Coletivos. “O saldo foi positivo. Queríamos a redução da passagem, mas chegamos a um consenso com a prefeitura”, afirmou o secretário do Conselho Estadual de Juventude, Gardiê Silveira.

Com a vitória dessa grande mobilização, os estudantes prometem atuar em outro foco de discussão, o debate das licitações das empresas de transporte de ônibus. “Por enquanto, vamos cessar os protestos de rua. A partir de agora, vamos focar as forças em outra questão. Estamos montando uma comissão para  se debruçar nesse debate”, concluiu Gardiê.

Camila Hungria