Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira (25/9), o reitor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Paulo Gabriel Nacif, recebeu a diretoria LGBT da UNE, representantes do Núcleo de Gênero, Diversidade Sexual e Educação da Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis e do Núcleo Capitu de Ensino, Pesquisa e Extensão em Gênero, Diversidade e Sexualidade. Na oportunidade, os grupos reivindicaram e garantiram apoio institucional ao combate da violência de gênero e homofobia no âmbito da universidade.

Representados pela professora Ana Cristina Givigi e discentes da UFRB, os núcleos entregaram ao reitor um relatório contendo denúncias de abusos, violências físicas e verbais contra gays, lésbicas, mulheres heterossexuais e pessoas transgêneros dentro e fora da universidade. “Somos todos ameaçados e violados junto com esses alunos. A reitoria não pode fazer tudo sozinha, mas podemos fazer isso juntos na medida em que tivermos condições estruturais e políticas”, ponderou Ana Cristina.

UNE CONTRA AGRESSÕES E OPRESSÕES

A estudante do Centro de Formação de Professores e 1ª diretora LGBT da UNE, Larissa Passos, afirmou a necessidade de a universidade criar políticas que se comprometam com a luta contra a violência de gênero.

“A União Nacional dos Estudantes é firme no enfrentamento das agressões e opressões existentes nos espaços da sociedade contra a população LGBT, Mulheres, Negros e Negras, indígenas e outros grupos que são discriminados e invisibilizados. Quem não é contra a violência homofóbica, quem não se posiciona, é conivente com essa matança que o Brasil vivencia. E juto com a UFRB estaremos nas construções de ações e políticas de enfrentamento da homofobia, racismo, machismo e de garantia dos direitos de uma universidade plena, gratuita, popular, de qualidade e laica”, explicou a estudante.

O reitor Paulo Gabriel Nacif anunciou algumas providências para garantir, o mais rápido possível, o direito ao nome social às pessoas transgêneros, bem como oferecer cursos sobre a temática no Plano Anual de Capacitação e Aperfeiçoamento dos Servidores Técnico-Administrativos (PACAP). Ele se comprometeu também a melhor estruturar os núcleos sobre diversidade sexual, promover debates formativos por meio de estudiosos de gênero e sexualidade, combater a evasão de alunos LGBT por meio do Programa de Promoção do Sucesso Acadêmico e publicar uma cartilha educativa sobre a universidade e a homofobia.

O reitor frisou ainda a importância do diálogo com o Movimento LGBT para a consolidação da universidade: “É um movimento fundamental para consolidar a UFRB. Nós precisamos dialogar, não podemos formar bárbaros qualificados”, defendeu Nacif.

Da redação, com informações da Ascom/APUR