Pela terceira vez consecutiva, a levada dos MCs está presente na Bienal da UNE. Promovida pela Nação Hip Hop, a batalha levantou aplausos – e vaias – dos estudantes no espaço Café Literário esta segunda-feira (02/02).
Vinte nomes participaram do duelo nacional. Desses, dez foram selecionados para a grande final que acontece amanhã. O esquema é o mesmo como de qualquer outra batalha: um MC enfrenta o outro podendo pegar o microfone por duas vezes durante 40 segundos cada um. As rimas trouxeram temas politizados como feminismo, religião e ideologia.
Antes de começar o duelo, uma dança break levantou geral a estudantada reunida em circulo ao som da banda nação Hip Hop comandada por Caramujo, importante ativista do movimento no Rio de Janeiro. Rap, reggae e dub compuseram o cardápio musical para introduzir os MCs.
NAÇÃO HIP HOP
Com a consciência de que era necessária maior participação nas decisões políticas do país, um grupo de ativistas “enraizado nas quebradas” utiliza há mais de dez anos a cultura como instrumento para fortalecer o diálogo entre o poder público e privado e a juventude.
As ações da Nação são voltadas aos movimentos culturais que têm suas raízes na periferia, como explica Bob Controversia, um dos produtores da Batalha de MCs na Bienal da UNE. Segundo Bob, “mesmo a Nação sendo uma entidade do Movimento Hip Hop, ela sempre teve interface com outras iniciativas das chamadas culturas e movimentos alternativos como o skate, reggae, funk e samba.
Da Redação