As leis que criam quatro universidades federais nas regiões Norte e Nordeste foram publicadas na edição da última quinta-feira (6/6)  do Diário Oficial da União. São duas universidades na Bahia, uma no Pará e uma no Ceará que juntas vão oferecer 145 cursos e 38,3 mil vagas para estudantes até 2018. Com as quatro instituições, o número de universidades federais no país chegará a 63.

Na Bahia foram criadas a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFESBA), com sede em Itabuna, e a Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), com sede em Barreiras. As demais são a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA), sediada em Marabá e a Universidade Federal do Cariri (UFCA) com sede em Juazeiro do Norte (CE).

Para a presidenta da UNE, Virgínia Barros, este é mais um passo na redemocratização do ensino superior no Brasil. ‘’A criação destas universidades ajuda a levar a produção de conhecimento para o interior do país, um dos nossos principais desafios. Hoje, a maioria dos jovens brasileiros estão fora do ensino superior. Precisamos mudar esse quadro’’, enfatizou.

A UFCA vai ter 27 cursos e deve receber 6,5 mil estudantes, com campi nos municípios de Juazeiro do Norte, Barbalha e Crato. A UFOB, além da sede em Barreiras, terá campi em Bom Jesus da Lapa, Barra e Santa Maria da Vitória. Ao todo, serão 35 cursos e 7,9 mil estudantes.

A UFESBA vai oferecer 36 cursos para 11,1 mil estudantes na sede, em Itabuna, e nos campi dos municípios de Porto Seguro e Teixeira de Freitas.

Na Região Norte, a UNIFESSPA terá campi em Marabá, Rondon do Pará, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu e Xinguara. A nova instituição poderá receber 12,8 mil estudantes em 47 opções de cursos.

COMISSÃO AVALIA A EXPANSÃO DAS FEDERAIS

Em 24 de julho de 2012, o Ministério da Educação criou uma comissão para acompanhar o Programa de Expansão e Reestruturação das Universidades Federais (Reuni). A criação do grupo, oficializada no Diário Oficial, foi prometida pelo ministro Aloizio Mercadante em junho do mesmo ano, durante audiência com representantes dos movimentos estudantis, após a grande #marchadosestudantes.

Para compor a comissão foram escolhidos dois representantes da UNE, o então presidente Daniel Iliescu e o diretor Yuri Pires, dois da Associação Nacional das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), João Luiz Martins e Maria Lúcia Cavalli Neder, e dois do próprio MEC , Adriana Rigon Weska e Antonio Simões Silva.

Segundo o texto publicado no Diário Oficial, a comissão é “incumbida de acompanhar as ações do Ministério da Educação com vistas à consolidação do processo de expansão das universidades federais e de tratar dos assuntos estudantis correlatos ao tema”.

Entre as reivindicações da UNE está ampliação da assistência estudantil, com mais restaurantes, moradias e creches universitárias.

Da Redação com Agência Brasil