Na última quarta-feira (20/6), manifestantes se reuniram em frente ao prédio do Conselho Universitário, na Universidade de São Paulo (USP) para reivindicar a implementação de cotas raciais, o fim da repressão política e a democratização da universidade.

O ato, promovido pela Frente Pró-Cotas Raciais solicita que a USP se adéqüe à decisão do Superior Tribunal Federal que, no mês de abril, aprovou a constitucionalidade das cotas nas universidades.

Dentre as pautas discutidas na manifestação, estão a criação de um sistema de reserva de vagas da USP que estabeleça um percentual de acesso a negros e afrodescendentes e também a reserva de vagas a estudantes oriundos de escolas públicas.

Para o diretor de combate ao racismo da UNE, Cristian Ribas, a partir do momento em que a constitucionalidade das cotas foi aprovada, o campo começou a ser ampliado.’’ As cotas são um avanço na garantia de maior participação e acesso ao ensino superior promovendo igualdade de oportunidade e pleno exercício de direitos’’, contou.

A Faculdade de Direito do Largo São Francisco, unidade mais tradicional da USP, aprovou no mês passado uma recomendação para que as cotas raciais sejam adotadas, dando o primeiro passo para o avanço da questão na maior universidade do país.

Em nota,o Núcleo de Consciência Negra (NCN), organização que mantém um cursinho popular na USP, afirmou que a conquista do sistema de cotas na universidade é uma verdadeira missão. ‘’A luta do movimento negro, estudantil e dos direitos humanos tem o intuito de lutar para democratização da USP, tanto no acesso à universidade, através de um sistema de reserva de vagas, quanto na defesa dos estudantes e trabalhadores que foram perseguidos politicamente na ditadura militar e todos que estão sendo perseguidos e processados pela gestão do reitor João Grandino Rodas”.

Renata Bars