Executado pela Associação de Populações Vulneráveis com apoio do Programa Estadual de DST/aids de São Paulo, o projeto está com inscrições abertas para jovens gays e travestis, de 18 a 29 anos, residentes no Estado de São Paulo.
O projeto Jovens Ativistas é uma iniciativa voltada à formação de jovens ativistas gays e travestis para incidência política nos processos de planejamento e monitoramento das políticas locais de enfrentamento do HIV/aids e promoção dos direitos humanos. Os participantes passarão por um curso presencial de 40 horas, no qual elaborarão planos de ação para seus respectivos municípios. O projeto terá duração de dois anos. Após o curso presencial, os jovens se reunirão bimestralmente para avaliar o avanço das ações propostas de cada município, discutir os desafios e pensar estratégias em comum.
O curso presencial será realizado de 29 de março a 03 de abril, em São José do Rio Preto e contará com a presença do Programa Estadual de DST/aids de São Paulo, Departamento Nacional de DST/aids e Hepatites Virais, Secretaria Nacional de Juventude da Presidência da República, ABGLT e ativistas e técnicos que atuam com políticas de DST/aids e direitos humanos, informa o coordenador técnico do projeto, Alexandre Sarkis.
Alessandro Melchior, membro do Conjuve e da Comissão de Articulação com os Movimentos Sociais do Departamento Nacional de DST/aids e Hepatites Virais, atua como consultor do projeto e aponta que o principal desafio é garantir a ampliação dos recursos e ações direcionados a prevenção de DST/aids entre jovens gays e travestis nas programações de ações e metas dos municípios. “Para isso, daremos todo o suporte técnico e político necessários aos participantes, auxiliando na interlocução com os programas municipais de DST/aids e com os demais tomadores de decisão do Poder Executivo e também do Legislativo”, informa Alessandro.
Para o presidente da ABGLT, Toni Reis, trata-se de uma importante iniciativa, “o movimento LGBT foi pioneiro na luta contra a Aids no Brasil. Garantir a formação de jovens para atuação na área garante que o movimento continue como um dos principais responsáveis pelas ações de enfrentamento da epidemia”.
Os/as jovens interessados/as, devem ter entre 18 e 29 anos, residir e/ou atuar em municípios com PAM do Estado de São Paulo e ter vinculação com alguma organização/movimento social, como ONG/grupo LGBT, ONG/aids, movimento estudantil, sindical, entre outros.
As inscrições podem ser feitas pelo formulário disponível no site do projeto, www.vulneraveis.org/jovensgays na aba “Inscreva-se”.
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