Os ministros da Educação, Aloizio Mercadante e da Cultura, Marta Suplicy assinaram nesta quarta-feira (18/12) portaria interministerial que institui o Programa Mais Cultura nas Universidades. Ainda em fase de criação, o programa tem a finalidade de ampliar o papel das universidades e institutos federais na difusão e preservação da cultura brasileira e na construção e implementação das políticas culturais.

O ‘’Mais Cultura’’ foi apresentado durante 127ª Reunião do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), e contou com a presença da presidenta da UNE, Virgínia Barros, da presidenta da ANPG, Luana Bonone, do presidente da Andifes e reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Jesualdo Pereira Farias, da reitora Soray Smalli, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), dos secretários de Educação Superior do MEC, Paulo Speller e de Políticas Culturais do MinC, Américo Córdula entre outros reitores de instituições federais.

Para a diretora de Cultura da UNE, Patrícia de Matos, este é um grande passo para conquista de uma educação que compreende a perspectiva da função social da universidade e da necessidade de se relacionar com o ambiente exterior. “Queremos uma academia que se preocupe não só com a formação para o mercado de trabalho, mas com a formação humana, compreendendo o estudante também, como sujeito histórico. A cultura é uma característica humana e precisamos valorizar as culturas que o estado historicamente não reconheceu”, afirmou.

Em entrevista ao portal EBC, Mercadante observou que existe uma demanda fortíssima de cultura e que é preciso incrementar o setor. “A cultura tem um papel decisivo para o turismo, que é o setor que mais cresce na economia mundial. O Brasil precisa olhar a cultura com uma visão mais estratégica”, disse ele.

Segundo o ministro, o orçamento do Programa Mais Cultura nas Universidades é de R$ 20 milhões, podendo ser ampliado para R$ 100 milhões. “Os editais ainda serão construídos e vão desenhar os eixos temáticos e definir as possibilidades. A relação com a rede pública é uma coisa que queremos valorizar, o trabalho da universidade com a rede pública, com atividades culturais e artísticas nas escolas vai ter valor importante”, acrescentou.

Por meio de editais, o Programa vai apoiar projetos que, entre outras coisas, estimulem o aproveitamento dos equipamentos culturais dessas instituições, tais como museus, cinemas, teatros. Sua  implementação se dará ao longo de 2014 através  da comissão interministerial – Cultura e Educação. Também será dado um prazo para as universidades apresentarem seus planos de cultura.

‘’É saudável que o Estado brasileiro estimule a produção cultural dentro das universidades, que devem ser mesmo um espaço de efervescência e estímulo ao pensamento crítico’’, reforçou a presidenta da ANPG, Luana Bonone.

Da Redação com Informações Agência Brasil