Em greve há duas semanas, professores da rede estadual de ensino do Mato Grosso reuniram-se em assembleia geral na tarde da última segunda-feira (26/08) na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá, e decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado. 

Após o ato, mais de 500 manifestantes seguiram em passeata por duas horas até a Praça Alencastro, no Centro da cidade. Os professores pedem por reajuste salarial em 10,41%, inclusão da hora atividade para os professores contratados, melhoria nas estruturas das escolas e a posse dos classificados no concurso realizado em 2010.

O presidente da União Estadual dos Estudantes de Mato Grosso (UEE-MT), Rarikan Heven, contou que o governador Silval Barbosa chegou a enviar uma carta ao Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) com propostas que não atendiam às reivindicações dos professores. “A greve permanece enquanto não conseguirmos as soluções necessárias para a melhoria da educação estadual. Queremos garantir que o governo tome as providências necessárias”, afirmou.

Os estudantes estão na luta dos professores pela qualidade na educação e defendem que o estado invista 35% do orçamento no setor. “Acreditamos que para isso, é preciso ter a valorização dos profissionais”, ressaltou Rarikan. 

Próximos atos

No último dia 13/08, uma manifestação na Praça Alencastro reuniu caravanas de todo o estado, que também percorreram avenidas da região central, em marcha. A terceira passeata está marcada para a próxima sexta-feira (30/08), às 7h da manhã, na Praça Ipiranga, e pretende reunir centrais sindicais, movimentos sociais e estudantis.

A partir de segunda-feira (2/09), professores e estudantes irão acampar na região do Centro Político Administrativo (CPA). O local ainda está sob sigilo.

Natália Vaquelli