No próximo dia 20 de outubro, os professores do ensino privado de todo país prometem uma grande paralisação que visa combater o excesso de trabalho extraclasse e a mercantilização do ensino. O movimento faz parte da Campanha Nacional de Valorização Profissional dos(as) Trabalhadores(as) em Educação promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) em parceria com suas entidades filiadas.

O trabalho extraclasse, como correção de provas e trabalhos, é uma atividade não regulamentada e, muitas vezes, não remunerada. A greve se propõe, portanto, a denunciar a violação do direito constitucional ao descanso dos trabalhadores cometida pelas instituições de ensino.

Em consideração enviada pela Contee para a Internacional da Educação para a América Latina (IEAL), órgão internacional responsável pelos debates e lutas em relação à educação, a entidade afirmou não haver a possibilidade de um projeto democrático de educação sem a garantia pontos primordiais como ‘’o fortalecimento da educação pública, democrática e de qualidade e a regulamentação da educação privada, com a exigência do cumprimento do papel do Estado no controle, regulação, credenciamento e avaliação da educação, com as devidas referências sociais’’.

Os dois temas – o combate à mercantilização e a defesa do direito ao descanso serão destaque durante o XVI Conselho Sindical (Consind) da Contee, que acontece nos dias 25, 26 e 27 de outubro . No Consind, também será feita uma avaliação de toda campanha desenvolvida e da greve do dia 20.

Da Redação