Cerca de 50 estudantes estão ocupando o campus da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Campos dos Goytacazes, interior do Rio de Janeiro, desde a última segunda-feira (28/10), por melhorias estruturais na instituição.
Os manifestantes lutam pela construção do novo polo da universidade – prometido inicialmente para 2010, pela regularização no pagamento das bolsas auxílio, por mais professores e por mais assistência estudantil.
Segundo o coordenador do DCE, Yuri Costa, como resultado da manifestação, a universidade prometeu a liberação de mais 5 vagas para professores. No entanto, o número foi considerado insuficiente pelos estudantes. ‘’Temos três professores substitutos com contratos que já vencem em dezembro. O que adianta colocar mais cinco vagas se esses vão sair? Precisamos que esses contratos sejam estendidos’’, avaliou.
A construção do novo prédio também preocupa os estudantes. ‘’Sofremos muito com a falta de espaço físico. Não temos laboratórios, não temos espaço para biblioteca. O prédio que nos foi prometido nem saiu do primeiro andar’’, falou Yuri.
Em entrevista ao portal G1, o diretor do polo da UFF em Campos, Hernan Mamani, afirmou que a obra do novo prédio que estava sendo construído foi paralisada após suspensão do contrato com a empreiteira responsável. Segundo o diretor, a empresa não cumpriu com os prazos estipulados e as obras atrasaram.
Para o diretor de universidades públicas da UNE, Thiago José, interiorizar a universidade é um dos passos para democratizar o Brasil. ‘’O interior quer voz, estrutura, assistência estudantil. Vamos lutar por isso’’, destacou.
A ocupação segue até a próxima sexta-feira (01/11). No entanto, intervenções e assembleias continuarão a ser realizadas.
‘’Vamos continuar cobrando esclarecimentos da reitoria e do MEC’’, disse Yuri.
Da Redação