A baiana Pitty abriu na noite desta segunda-feira (2) os shows ao ar livre da 9ª Bienal da UNE, na Praça dos Arcos da Lapa, no Rio.
Pouco depois das 22h, o som da música SETEVIDAS, do álbum homônimo de 2014, ecoou nos alto-falantes. Com a praça lotada, a cantora agradeceu. “É uma honra fazer parte dessa festa de uma galera jovem crítica e antenada. Vamos para frente que o futuro é nosso”, afirmou.
Ao longo do show a cantora relembrou sucessos de Admirável Chip Novo (2003), álbum que a alçou ao sucesso nacional, e apresentou algumas canções do seu novo trabalho.
A carioca Gabriela Faria Ramos, 20 anos, estudante da Estácio, estava grudadinha na grade com todo o repertório de Pitty na ponta da língua. Ela não está inscrita na Bienal e diz que ficou sabendo do festival pela internet. “Vou aproveitar não só os shows, mas as atividades culturais também”, afirmou entre uma música e outra.
Já o fã Jhonata Marcos de Santana, 15 anos, veio de São Lourenço (PE) e precisou de autorização especial dos pais para viajar quase 2.000 quilômetros até 9ª Bienal da UNE. “Estou muito feliz de estar aqui. Esta é a minha primeira vez no Rio de Janeiro e no show da Pitty. Eu amo ela”, disse emocionado.
Pitty fez charme, relembrou shows do início da carreira no Rio e disse ser “muito bom tocar em uma praça pública” na cidade maravilhosa.
HOMENAGEM TRANS
Engajada, a cantora pediu desculpas pela voz rouca “parecendo travesti” e aproveitou a deixa dizendo que ficava uma homenagem a semana de visibilidade trans comemorada na semana passada.
No fim do show algumas estudantes feministas da UNE levantaram uma grande faixa com os dizeres: somos todas feministas. A cantora emocionada respondeu: “somos sim”.
E continuou: “demorei para entender, mas se não estamos juntas, não estamos protegidas”, afirmou. O público ovacionou a cantora que ainda ouviu as feministas entoando “ a Une somos nós, mulherada que tem voz” . Ela afirmou: “que prazer estar aqui, que foda!”
Da Redação