A partir dos avanços tecnológicos, das pesquisas desenvolvidas nos laboratórios, bibliotecas e centros de conhecimento de todo o Brasil, são concebidas soluções que afetam positivamente a vida de todos. Porém, apesar de ser tão valiosa para o conjunto da sociedade, a pesquisa ainda carece de valorização adequada no país.
Esta será uma das questões abordadas em uma das mesas de discussões do 14º CONEB da UNE, no próximo dia 19 de janeiro em Recife. A necessidade de expansão do setor e as relações entre a ciência e o desenvolvimento nacional também estarão contempladas no debate.
Entre os convidados estão o presidente da Sociedade Brasileira de Física – (SBF), Celso Pinto de Melo, o representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – (SBPC), José Luiz da Lima Filho, a ex-reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora e deputada federal pelo PT de Minas Gerais, Margarida Salomão, o professor de física da Universidade Federal de São Carlos – (Ufscar), Emerson Leal e a presidente da Associação Nacional dos Pós-Graduandos – (ANPG), Luana Bonone.
Para Luana, esta será uma discussão de grande qualidade. ”Será uma mesa composta por quem está fazendo e debatendo pesquisa no país. Poderemos, portanto, ter uma boa visão desse processo que está em constante transformação, pensando assim em novas políticas públicas para melhorar e incentivar o trabalho dos pesquisadores nas universidades’’, afirma.
O debate será realizado das 14 às 18h no Auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA da UFPE).
CIÊNCIA E TECNOLOGIA NA BIENAL DA UNE
A Bienal da UNE reunirá neste ano, dez mil jovens de todo o Brasil entre os dias 22 e 26 de janeiro de 2013 nas cidades de Recife e Olinda.
Esta será a quarta vez que a Ciência e Tecnologia estão presentes da Bienal da UNE como um dos eixos do evento. A primeira mesa de discussão acerca do assunto aconteceu na quinta Bienal, no Rio de Janeiro, em 2007, transformando-se desde então em um dos grandes momentos de integração entre graduandos e pós-graduandos.
Para a oitava edição, estudantes de todo o país puderam inscrever gratuitamente os seus trabalhos nas áreas de literatura, artes visuais, projetos de extensão, audiovisual, artes cênicas, música e também ciência e tecnologia durante 45 dias.
Quase duzentos trabalhos foram avaliados por mestrandos e doutorandos da diretoria da Associação Nacional dos Pós Graduandos (ANPG), pertencentes a diversas áreas do conhecimento. Desse total, 97 foram aprovados.
‘’Tivemos trabalhos de muita criatividade. Isso só demonstra a capacidade dos estudantes brasileiros em contribuir com a consecução do projeto de nação que queremos’’, avaliou Luana.
Renata Bars