Encontro de gerações discute o passado e futuro do CUCA, o Circuito Universitário de Cultura e Arte da UNE
Como foi produzir a primeira Bienal da UNE, naquele distante 1999, em Salvador? Quais eram os desafios dos estudantes que construíram o festival no Rio em 2001 ou Recife, em 2003? Quais as semelhanças e diferenças desta nona edição com a quinta, sexta, sétima? Nesta quarta-feira (4), os personagens da vida cultural da UNE nos últimos 15 anos estiveram reunidos na 5ª Assembleia Nacional do CUCA, o Circuito Universitário de Cultura e Arte da UNE.
Ernesto Valença, Ana Petta, Tiago Alves, Luís Parras e Alexandre Santini são fundadores do CUCA. Foi com o o suor dessa galera que a rede permanente de cultura estudantil saiu do zero, em 2001, durante a 2ª Bienal.
“A gente queria fazer muito melhor do que tinha sido. Hoje, aqui na 9ª edição, vejo que nada foi em vão. A necessidade de ter artistas que pensem o Brasil é uma necessidade nacional. Se não tem dentro do movimento estudantil um grupo de jovens que pensem cultura, não tem revolução de pensamento. Somos de gerações diferentes, não tínhamos internet, mas o tempo de pensar e criar dentro dos nossos corações continua o mesmo”, analisou a atriz Ana Petta.
As histórias antigas renderam pano pra manga e arrancaram boas risadas. Houve também o momento de discutir o futuro do movimento cultural universitário, principalmente após Juca Ferreira assumir o Ministério da Cultura.
“Temos um compromisso de colocar a cultura na centralidade de um projeto de desenvolvimento para o Brasil. O CUCA é muito importante para articular esse espaço”, analisou Alexandre Santini.
Após a roda de conversa, os fundadores do CUCA foram homenageados com pequenas estátuas de artistas contemporâneos.
Vic Barros, presidenta da UNE, participou da saudação com um discurso emocionante: “A UNE é uma grande expressão do amor que a juventude tem pelo Brasil. É através da cultura que conseguimos passar um recado mais leve sobre a união e coragem , marcas tão presentes no movimento estudantil brasileiro. Que venham os novos cuqueiros para inundar nossa entidade”, conclamou.
Da Redação