Amanhã (2/4) faz exatamente um ano que o ministro Gilmar Mendes pediu vistas do processo do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) pelo do financiamento empresarial de campanhas apresentado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Mesmo com o caso já decidido pela maioria dos integrantes da corte (o placar registrava 6 votos a favor e 1 contra) Gilmar Mendes parece ter sentado em cima da Adin e até hoje não a devolveu para ser concluída.

Nas redes sociais, o movimento #DevolveGilmar cresceu e ganhou corpo em todo o Brasil.

No último dia (25/3), a presidenta da UNE, Vic Barros, e os demais integrantes da Coalizão pela Reforma Política e Eleições Limpas entregaram uma petição ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, que pede a retomada do julgamento da Adin. O objetivo da petição é que seja cumprido o Regimento Interno do STF, que prevê rápida retomada dos julgamentos suspensos por pedidos de vista.

“A mudança no modelo de financiamento é um dos principais temas de uma reforma política democrática. Infelizmente, há um ano o ministro Gilmar Mendes pediu vistas e ‘sentou em cima’ do processo, impedindo que o julgamento tenha fim”, destacou a presidenta da UNE, Vic Barros, na ocasião.

REFORMA POLÍTICA

A grande maioria das candidaturas conta com cifras impressionantes oriundas do empresariado. Por isso, surge cada vez mais a necessidade de se debater a reforma política no Brasil com o fim do financiamento empresarial.

A Coalizão por uma Reforma Política e Democrática e Eleições Limpas foi criada em 2013 em parceria da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) com outras 109 entidades, entre elas a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). O movimento conseguiu ao longo dos últimos anos mais de 600 mil nomes no abaixo-assinado que pretende levar ao Congresso Nacional a proposta de reforma política que tem entre seus pontos o combate à corrupção e mais mecanismos de particpação popular.

“O financiamento empresarial das campanhas apenas consolida todos os grandes lobbys econômicos que existem desde sempre e até hoje no Congresso Nacional, como o agronegócio, a indústria armamentista, as empreiteiras. E o País só irá mesmo para frente, só conseguirá começar a se limpar, quando esta prática acabar”, reforçou a presidenta da UNE.

ANIVERSÁRIO!

Na próxima quinta, às 19h, na Praça Roosevelt, centro de São Paulo, um evento promete apagar a velinha e exigir #DevolveGilmar, pelo fim do financiamento empresarial das campanhas eleitorais e reforma política já!

Confirme presença aqui: http://migre.me/pglwo

Para participar e ajudar a tornar o processo eleitoral mais justo você pode assinar a petição aqui #DevolveGilmar: http://migre.me/lpO9d

Da Redação