O DCE da Universidade Gama Filho, a UNE e a UEE-RJ organizaram na terça-feira (28/1) manifestação que começou às 17h30 na porta do Ministério da Educação (MEC) e foi em direção ao Palácio do Planalto para pedir a federalização tanto da UGF como da UniverCidade, instituições descredenciadas no começo deste ano.
O protesto promoveu o enterro simbólico da educação, tratada como mercadoria em todo Brasil. Após reunião com o MEC, na qual os estudantes apresentaram reivindicações sobre o processo de transferência assistida, foi solicitado uma intermediação do órgão junto ao Palácio do Planalto para que os estudantes fossem recebidos.
No dia 9/1, eles protocolaram ofício no Palácio solicitando uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff no qual não obtiveram respostas. No dia 14, terça-feira, os estudantes ocuparam o jardim do Senado próximo ao Planalto, sendo agredidos no dia 20, segunda-feira, de forma arbitrária e sem mandato judicial para desfazer a ocupação. O diretor da UNE, Igor Mayworm, entendeu essa atitude do 6º batalhão da PM como reflexo do incomodo que o governo federal vinha sofrendo. Por isso, os estudantes procuraram o intermédio entre as duas instituições.
O enterro da educação foi um protesto contra o descredenciamento e para pressionar o governo federal a receber os estudantes que se encontram na capital. A solução apresentada pelo governo é uma solução de mercado e os estudantes defendem uma saída estruturante que valorize a educação como um direito e não como mercadoria.
De Brasília, Bruno Bou
Foto: Bruno Bou