Indiferentes ao frio e a chuva cerca de três mil pessoas marcharam na última quarta-feira (14/08) pelas ruas de São Paulo em protesto contra o escândalo do cartel dos trens do governo estadual paulista. Organizada pelo Movimento Passe Livre (MPL) e pelo Sindicato dos Metroviários, a manifestação reuniu entidades estudantis, movimentos sociais e juventudes partidária. O mote dos protestos com a chamada “Chega de sufoco”, repetiu-se em faixas e cartazes, cobrando melhorias no transporte público.
Os estudantes marcaram presença marchando de forma pacífica.
Os integrantes da passeata saíram do Vale do Anhangabaú e fizeram algumas intervenções durante o percurso pelo centro passando em frente a sede da Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos.
Já na Praça da Praça da Sé, finalizando o ato, as entidades gritaram palavras de ordem, exigindo explicações do governador Geraldo Alckmim e do seu partido devido às denúncias da empresa alemã Siemens da prática de cartel com ciência do governo paulista, segundo a multinacional, em diversas licitações do Metrô de São Paulo e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) durante pelo menos 10 anos. Cartel é um acordo em que empresas definem previamente quem será o vencedor de uma licitação ou o preço que será cobrado por determinado produto ou serviço.
Várias faixas também questionavam a morte de Ricardo Ferreira Gama, funcionário da Unifesp que foi assassinado na porta da sua casa, um dia após ter sido hostilizado por policiais em frente a Universidade, onde estudantes testemunharam e filmaram truculência dos PMs com o funcionário.
Leia aqui nota que o DCE da Unifesp divulgou sobre o ocorrido.
Cristiane Tada