O sexto dia de protestos contra o aumento das tarifas do transporte público levou milhares para as ruas em caminhadas pela capital paulista. Nesta terça-feira (18), a manifestação começou com concentração na Praça da Sé pouco depois das 17h. Como já vem sendo estruturado nos outros atos, os jovens se dividiram em diferentes grupos e seguiram para a Prefeitura de São Paulo, para o Terminal Parque Dom Pedro II e para a Avenida Paulista.
Assim como a grande maioria, a UNE se deslocou para o principal centro financeiro de São Paulo, a Paulista. Os milhares que se reuniram ali ocuparam boa parte da via com cantos e palavras de ordem das mais variadas, sem incidentes. Até mesmo a notícia de que a Comissão de Direitos Humanos aprovou o projeto de lei que autoriza a chamada “cura gay” foi mote para diversos cartazes vistos na avenida.
“A manifestação foi bonita de se ver. O povo está em luta nas ruas, acima de tudo, para conquistar mais direitos. Milhares foram às ruas para barrar o aumento das tarifas de transporte público definido nas últimas semanas para a cidade, mas também para dar seu recado em alto e bom som: não aceitaremos repressão. O povo não permite ferida ao seu direito de manifestação, fundamental para a democracia que tanto lutamos para conquistar” afirmou Vic Barros, presidenta da entidade, que ainda engrossou a pauta em questão:
“Além da mobilidade urbana, nossa luta passa por uma reforma política mais popular e participativa, pela democratização dos meios de comunicação, que ainda se mostram extremamente arbitrários, e pela educação, com a aprovação dos 10% do PIB para o setor. Esses são os eixos fundamentais que nacionalizam essa onda de manifestações por todo Brasil”.
NÃO NOS REPRESENTA!
Os manifestantes que seguiram o rumo oposto da grande maioria tinham o objetivo de reivindicar em frente ao prédio da Prefeitura de São Paulo. Após vidraças serem quebradas, grande parte dos jovens presentes ainda fez um cordão para proteger a Prefeitura, gritando a palavra de ordem mais proliferada da manifestação: “sem violência”. Durou pouco tempo. Para a UNE, esses atos fechados não comprometem a legitimidade da manifestação e devem ser tratados de maneira isolada.
VEM PRA RUA!
O sétimo grande ato contra o aumento da tarifa do transporte coletivo em São Paulo será realizado nesta quinta-feira (20), a partir das 17h, na praça do Ciclista, na avenida Paulista, região central da cidade.
Da Redação