No último dia 05 de junho foi eleita a nova gestão do Diretório Central dos Estudantes da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A chapa 10 ‪#‎NaPressãoPelasMudanças‬ foi eleita com 1.511 votos. “Acima de qualquer outra luta, vamos defender a autonomia financeira da universidade”, destacou o presidente eleito do DCE, Maick Soares.

Os recursos para o fundo da universidade são oriundos de incentivos fiscais de empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). A reivindicação dos estudantes é de que a UEA mesmo possa geri-lo e não o governo estadual.

Além disso, Maick destacou a necessidade da estadualização “de fato” da Universidade. A UEA existe em vários núcleos e polos. Os polos tem uma oferta de cursos fixa, enquanto os núcleos seguem a demanda. “Queremos uma estrutura adequada para todas as unidades acadêmicas”, destacou ele. Muitas dela funcionam em prédios de escolas e espaços improvisados.

A UEA tem cerca de 24 mil estudantes e é a maior universidade multicampi da América Latina. Atualmente são 43 cursos de graduação distribuídos em 57 municípios. O presidente da União Estadual dos Estudantes-AM, Caetano Júnior, destacou que a importância da Universidade está nesse enraizamento amazônico, que tem alavancado o desenvolvimento do Estado, através principalmente de qualificação mão de obra para municípios do interior e da capital. “Através dos seus muitos núcleos e polos conseguimos dialogar com vários segmentos da população, por isso a UEA tem uma importância política muito grande para a UEE-AM”, afirmou.

Já existe um projeto de cidade universitária da UEA para ser erguido na cidade de Iranduba, na região metropolitana de Manaus. “Nós queremos debater esse campus, não queremos qualquer campus. A comunidade acadêmica só conhece esse projeto pela publicidade. É necessário discutir as demandas e ouvir os estudantes”, afirmou Maick.

Este ano a instituição realizou pela primeira vez eleições diretas para reitor e para direção dos 4 centros no interior do Estado, depois de muita mobilização do movimento estudantil. “Queremos caminhar para uma democracia cada vez maior dentro da universidade, com eleições diretas também para a coordenação dos cursos e mais assistência estudantil, principalmente creches”, ressaltou o novo presidente do DCE.

Cristiane Tada