No último dia 21 de maio, cerca de mil estudantes da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), na cidade de Rio Grande, extremo sul do Brasil, reuniram-se em uma assembleia convocada pelo DCE para deflagrar greve estudantil na instituição.

As pautas centrais da paralisação incluem o apoio às reivindicações dos professores por uma melhor estruturação do plano de carreira da categoria e melhores salários, o investimento por parte do governo de 10% do PIB para a educação e a qualidade e garantia do tripé “ensino-pesquisa-extensão”.

Já as pautas locais estão sendo amplamente debatidas pela comissão geral de greve que tem levantado uma série de discussões nas bases de cada curso. As reivindicações por melhorias que incluem mais professores, melhor estruturação de laboratório e aumentos na assistência estudantil também estão sendo defendidas em passeatas e atos públicos.

Para a coordenadora do DCE, Danyelle Gautério, esse é um momento único na FURG. “Chegou a vez do movimento estudantil atuar por melhorias na FURG e no Brasil. Entendemos que essa é a hora do governo se voltar mais para a educação e mudar sua política econômica. É a hora de menos juros e mais educação, declarou”.

Logo após a assembleia, um grupo de estudantes acampou em frente à reitoria onde se formou uma assembléia permanente de debates sobre qualidade na educação. Esse mesmo acampamento se encontra agora espalhado em diversos pontos da universidade.

Da Redação