Nesta quarta-feira (11/9) uma passeata chamada Marcha das Tochas (era noite e os estudantes levavam tochas) reuniu 20 mil pessoas em Bogotá, capital da Colômbia, para exigir do governo de Juan Manuel Santos uma educação pública de qualidade. A mobilização ocorreu um dia antes da sanção do projeto de lei alternativa apresentado pela Mesa Amplia Nacional Estudiantil (MANE), e que defende o ensino superior como um direito fundamental e de bem comum, de alta qualidade e à serviço o país.
A passeata coincidiu com a reunião do secretariado geral da Organização Continental Latino-americana e Caribenha de Estudantes (Oclae). O secretário executivo da OCLAE, o brasileiro Mateus Fiorentini, esteve presente na marcha. “A mobilização contou com a presença dos líderes estudantis de 15 países que estavam na reunião e entre eles o Brasil por meio da participação da UNE”, afirmou. O diretor de Relações Internacionais da UNE, Tahuan Fernandes, também esteve presente.
Ao lado dos estudantes estavam também professores da Federação Colombiana de Educadores (Fecode), que chegaram a um acordo com o Governo para a finalizar uma greve geral com participação de cerca de 400 mil professores em mais de 15 mil escolas públicas.
Na Colômbia, os trabalhadores das universidades estão em greve e o movimento camponês está mobilizado. As pautas são referentes ao processo de mercantilização da educação e precarização do trabalho nas universidades. Além disso, a demanda é coletiva dos trabalhadores, camponeses, estudantes, médicos, mineiros e trabalhadores agrícolas que buscam acabar com as políticas anti-trabalhistas que restringem e limitam direitos, contra instituições privatizadas e a entrega dos recursos naturais para as multinacionais.
Da Redação com informações da Telesur