Os espaços de debate sobre a situação das mulheres dentro da universidade e do movimento estudantil precisam ser ampliados. O consenso em torno dessa necessidade ficou evidenciado na manhã desta quinta-feira (30), durante o Grupo de Discussão de Combate ao Machismo do 53° Congresso da UNE em Goiânia.

Na pauta estiveram temas como o preconceito contra a mulher no ambiente universitário, a liberdade de escolha das pessoas sobre seus corpos e a assistência estudantil para a juventude feminina, incluindo a construção de creches, o auxílio-maternidade e outras iniciativas.

Jovens de ambos os sexos participaram do debate, demonstrando que os homens estão, cada vez mais, presentes nas discussões sobre o sexismo. Porém, várias estudantes pontuaram a necessidade de dar mais visibilidade à questão feminista dentro da UNE e do movimento estudantil. “Enquanto estamos aqui neste debate, organizadas, não podemos levar o recorte da mulher a outros debates dento do Congresso com grande participação dos homens”, afirmou Clarissa, da Universidade Federal do Paraná.

É a mesma opinião de Samara, da Univeridade Federal de Uberlândia: “Precisamos que esse debate sobre a opressão aconteça em grandes plenárias e envolva todos os militantes. Além disso, precisamos de mais participação feminina no dia a dia do movimento estudantil, mais mulheres nas direções dos DCEs, Das e dos Conselhos Unviersitários”, pontuou.

Um desses espaços para o desenvolvimento do feminismo tem sido o Encontro de Mulheres Estudantes da UNE (EME). A última edição aconteceu em abril, na cidade de Camaçari (BA), reunindo centenas de estudantes de diversas regiões do país.

Para saber mais: www.mulheresnaune.blogspot.com

Da Redação