A manhã da última segunda-feira (16/01) terminou com a prefeitura de Itamaraju ocupada por integrantes do MST. Desde o dia 10/01, essa foi a 17ª prefeitura do estado baiano a ser ocupada pelo movimento, que cobra melhorias na educação e nas condições em que se encontram as escolas dos assentamentos.

De acordo com o dirigente estadual do MST, Evanildo Costa, a principal pauta do Movimento é a precariedade da educação no campo. “Temos casos em que o ônibus escolar fica 30 dias quebrado e as crianças têm que ir para a escola a pé. Muitas das escolas são improvisadas e não tem nem uma lousa, tudo isso porque os prefeitos não conseguem construir ou fazer a reforma necessária”, explica.

O mês de janeiro foi escolhido por anteceder o início das aulas. Evanildo explica que a ocupação é a forma que o Movimento tem para cobrar dos gestores a realização de suas obrigações. “Não podemos permitir que as aulas comecem nas mesmas condições do ano anterior. Na maioria das prefeituras das localidades onde temos assentamentos, as escolas estão em condições muito precárias”, denuncia.

Ocupações podem se ampliar

Na sua opinião, até o momento, as ocupações foram vitoriosas. “Ocupamos as prefeituras para fazer com que os prefeitos atendessem às nossas reivindicações. Já conseguimos viabilizar a negociação com todos os prefeitos, e em seguida desocupamos”, explicou Evanildo.

A perspectiva do movimento é de que, até o final do mês, as ocupações cheguem a 25, com uma mobilização de mais 5 mil trabalhadores do MST. “Apesar das negociações terem sido bem sucedidas, caso passe de março e demorem para começar a atender as nossas pautas, recomeçaremos o processo de mobilização na semana das mulheres e no abril vermelho”, disse

Camila Hungria