Mais de mil pessoas se reuniram nesta terça-feira (4), no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, em manifestação de apoio à convocação de uma assembleia constituinte exclusiva para a reforma política.

O ato, organizado por movimentos e organizações sociais, também serviu como resposta às recentes investidas de setores conservadores junto aos grandes meios de comunicação, de distorcer o debate em torno da reforma do sistema político. 

Para Thiago Pará, diretor da UNE, o ato é uma maneira de dar sustentação e apoio à proposta que começou a ser construída em 2013 por mais de 450 organizações que compõem a campanha do Plebiscito por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político.

“Queremos mostrar para a sociedade que existem setores que apoiam e lutam pela soberania exercida nas urnas e nas ruas”, ressalta o diretor.

Para ele, durante anos, o Congresso não foi capaz de fazer transformações que alterassem de maneira significativa a vida do povo, “por isso, o que querem nos oferecer é uma contra reforma política”, conclui. 

REFORMA POLÍTICA JÁ!

A UNE participa atualmente de duas campanhas pela reforma política. Uma delas é exatamente a iniciativa do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. A avaliação das organizações que compõem o Plebiscito é de que o atual Congresso Nacional, dominado por empresários e capturado pelo poder econômico, não fará reforma política democrática que o país precisa. (Mais informações: www.plebiscitoconstituinte.org.br)

Os movimentos sociais conseguiram 7,4 milhões de assinaturas a favor dessa Constituinte durante a semana da pátria deste ano. A cédula contava com uma única pergunta: “Você é a favor de uma Constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?”

Como não tinha um caráter legal, o objetivo da mobilização era demonstrar o desejo popular por mudanças no sistema político e pressionar o poder público a convocar um plebiscito oficial sobre a reforma política.

A UNE defende uma reforma que inclua o financiamento democrático da campanha e amplie os espaços e canais de democracia direta e participativa, como conferências, conselhos consultivos e deliberativos, da sociedade civil, fóruns, seminários, plebiscitos, referendos, projetos de lei populares, mais mecanismos de transparência, e acompanhamento das atividades políticas do Brasil.

Um dos grandes mecanismos para introduzir a ideia na prática é a Política Nacional de Participação Social (PNPS), em busca de mais participação do povo nas decisões políticas e, consequentemente, mais democracia. A iniciativa propõe a participação da sociedade civil, dos movimentos sociais organizados, setores empresariais, acadêmicos e instituições de pesquisa nas decisões políticas. O projeto foi derrubado pela Câmara dos Deputados na terça-feira, 28 de outubro.

Da Redação