A Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO), localizada em Campo Grande, o maior bairro do subúrbio do Rio de Janeiro, cumpre um papel fundamental na democratização do acesso ao ensino superior, sendo ela a mais popular do Estado. Porém, os fortes ataques à educação,  providos pelo governador Pezão, têm dificultado a formação dos estudantes e a qualidade de ensino. 

Na UEZO, mais de 50% dos professores são terceirizados e ficamos sem aulas em algumas matérias por conta deles serem demitidos por falta de financiamento Estadual. Então, seria melhor que houvesse um concurso público para vagas para professores à Universidade. Não há mais bolsa para pesquisas o que acaba também prejudicando alunos que querem ir ao Congresso da UNE, por exemplo, mas não tem condições de pagar uma viagem. Isso prejudica até a própria instituição.

Lutamos ainda para termos o nosso próprio campus que ainda “está no papel”. Hoje, compartilhamos um lugar com uma escola de ensino médio, fato que acaba não impedindo de nos beneficiando do espaço com eventos que poderíamos construir ou até mais laboratórios ou cursos, pois temos que ter a solicitação da escola para qualquer atividade.

Há ainda o pouco financiamento que recebemos para monitoria, porque não temos bolsa para monitoria e nem há uma mobilização para uma monitoria voluntária, e isso acaba prejudicando qualquer desempenho do aluno sendo que o único curso que tem esse benefício é o de ciências da computação. 

Contudo, queremos igualdade entre as universidades, professores concursados, 40horas de dedicação exclusiva deles, insalubridade para os técnicos, pagamento da bolsa dos bolsistas até o 5° dia útil e 10% do PIB na educação estadual, pois estamos com o mesmo porcentual  que na época do Brizola. Esse é a hora de sermos uma sociedade, e lutar pelos nossos direitos.

22 de março de 2015

63º Conselho Nacional de Entidades Gerais da UNE

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