Após uma ano da “descomemoração” do cinquentenário do golpe militar é hora de “descomemorar” o cinquentenário das organizações Globo. Tal fato não é mera coincidência. A Rede Globo, na época apenas em editorial de seu jornal diário, apoiou categoricamente o golpe como um “restabelecimento da democracia.” Nada mais vil. Tanto é que após as manifestações de junho de 2013, na qual as organizações Globo foram rechaçadas nas ruas por sua opção antidemocrática, eles reconheceram o seu equívoco no passado e pediram desculpas em optarem pela ditadura.
Entretanto, isso não é suficiente. A emissora atualmente presta o papel de vociferar o discurso de negação da política. Líder dos setores conservadores, a Globo e sua aliança com o oligopólio midiático, pregam cotidianamente que os jovens não devem participar da política. Eles desenham a política como negócio, como ganho pessoal e tentam insistentemente abalar as instituições democráticas. Utilizam-se do seu papel de informar para manipular as notícias instrumentalizando os fatos ao seus interesses.
Além disso, a emissora em sua grade de programação prioriza um conteúdo machista, homofóbico e racista insistindo em valores atrasados para a nossa sociedade. Diante disso, é urgente a democratização dos meios de comunicação para que não haja manipulações e discursos tendenciosos. Queremos a valorização da produção nacional, com protagonismo do nosso povo e que ele esteja refletido nas telenovelas e nas produções televisivas!
Nesses 50 anos da Globo dizemos não para a manipulação! Queremos democratizar os meios de comunicação em defesa da nossa democracia e da classe trabalhadora.
22 de março de 2015
63º Conselho Nacional de Entidades Gerais da UNE