Santos, São José dos Campos, São Bernardo, Campinas, Sorocaba e enfim São Carlos. São quase 300 Km que distanciam o município da intensa aglomeração de carros que passam pela capital paulista todos os dias. Foi dessa forma, de cidade em cidade, que o Circuito UniverCidade da UEE-SP chegou bem perto da metade do caminho para promover, nesta etapa, um encontro com os estudantes da UFSCar. O debate permeou um assunto bastante emergente nas cidades: a questão da mobilidade urbana.

Pra isso, na quarta-feira, dia 18, o arquiteto e urbanista Ricardo Correa esteve na universidade e explicou as possíveis soluções para diminuir os impactos do crescimento improvisado. Ele acredita que através de um planejamento urbano cicloviário integrado ao transporte coletivo, é possível planejar uma cidade que tenha uma mobilidade social mais justa, que favoreça a mesma mobilidade para todas as classes.

Dados apresentados pelo urbanista, apontam que só na capital paulista, 43% dos empregos encontram-se no centro expandido, entretanto a maioria dos trabalhadores vivem nas periferias. Como as cidades foram projetadas para o transporte automotivo, quem sofre com a ineficiência das conduções públicas são os mais pobres. Soluções existem e a Associação dos Condutores de Bicicletas de Mauá (ASCOBIKE) é um exemplo disso.

“Pensar a cidade cicloviária, é realizar um processo que chamamos de humanização das cidades. Andar de bicicleta vai além de circular, possibilitando uma real melhoria em vários sentidos, financeiro, social, ecológico e bem estar, promovendo impactos tanto na vida individual quanto na vida da sociedade”, descreve.

Confira a matéria na íntegra, escrita por Thatiane Ferrari, diretamente de São Carlos-SP.