Ele chegou pela porta da frente e não quis se recolher na sala de convidados. Circulou pela Fundição Progresso para conhecer as mostras artísticas da 9ª Bienal da UNE. Logo estava entre batuques, confetes e fantasias do cortejo que levaria os mais de 1.000 jovens presentes ao encontro desta quarta-feira (4) com o ministro da Cultura do Brasil. Quem era ele? O próprio.

Juca Ferreira sinalizou na Bienal que conduzirá uma gestão aberta, democrática e de diálogo. Também defendeu a cultura como elemento fundamental ao processo de transformação social. “A cultura pode renovar nosso espírito democrático e mostrar ao mundo um país positivo e solidário”, declarou.

O bate-papo com o ministro se deu em formato dinâmico, circular, com a colaboração de diversos movimentos culturais de juventude e cultura do país, entre eles o Fora do Eixo e a Nação Hip Hop Brasil.

A presidenta da UNE, Vic Barros, deu o grande “salve” dos estudantes a Juca e agradeceu pela receptividade do ministro ao convite. “O próprio ministro sugeriu uma atividade nesse formato, em círculo entre os estudantes, para falar e, sobretudo, ouvir muito”, elogiou.

Juca enumerou desafios do setor cultural no próximo período, entre eles a reformulação da Lei Rouanet e dos mecanismos de financiamento, o fortalecimento da cultura popular, a implementação da Lei Cultura Viva e o crescimento da cultura digital. Ele ouviu reivindicações dos grupos presentes, e prometeu apoio aos estudantes na regulamentação da meia-entrada, que classificou como “parte de uma política de democratização da cultura no Brasil”.

CULTURA E TUDO MAIS

Juca Ferreira também foi além da cultura e deixou suas impressões sobre os temas mais urgentes do país. Defendeu a expansão da educação pública de qualidade, mudanças na estrutura das polícias, o combate à mortalidade da juventude negra nas periferias do país, a democratização dos meios de comunicação e o cuidado com a questão ambiental e os recursos naturais no país. “Temos um longo caminho”, disse.

Da Redação